O doce sabor da derrota

Não é necessário ser um grande psicólogo para saber que ninguém gosta de perder. A derrota nivela todos os seres humanos, ricos ou pobres, brancos ou negros, doutores ou iletrados, no mesmo sentimento de frustação e humilhação. Mas, se as derrotas são constantes em nossa vida, não deveríamos estar acostumados e não sentir tanta dor por elas? Tenho uma teoria para explicar esse sentimento. Isso acontece por não valorizarmos tanto uma vitória, mesmo que seja pequenininha. Geralmente as vitórias nos deixam alegres por um ou dois dias, mas uma derrota nos deixa triste por várias semanas. É muito mais fácil remoer os fracassos do que compartilhar as vitórias. Jesus ou mesmo o apóstolo Paulo nos advertem de que nossas vidas não teriam refresco, avisando que “no estádio todos correm, mas só um leva o prêmio” (1 Co 9:24). Em outras palavras, para cada vencedor, existem centenas chorando a derrota. Talvez isso nos levasse ao desânimo. Mas Paulo completa: “Correi de tal maneira que alcanceis a vitória”. Ou seja, não deixe que nada o desanime. Sabem por quê? Simples! Quando escreve aos Romanos 8, ele nos dá duas grandes dicas. Primeiro, diz que “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Ou seja, até as derrotas muitas vezes são pedagógicas. Segundo, por mais tristes que sejam as derrotas, elas ficarão para trás quando chegarmos à eternidade. Por mais que as derrotas deixem um gosto amargo, elas não têm a palavra final e não podem impedir de alcançarmos nosso objetivo: a eternidade com Cristo. Xô, derrota!

#appinferno
Perdoem-me se estou retornando ao assunto, mas a cada dia que passa fico mais assustado com os avanços da internet, tendo que admitir que, em no máximo 15 anos, estaremos vivendo em um mundo totalmente diferente. Teremos carros inteligentes andando por estradas inteligentes, morando e trabalhando em casas e edifícios inteligentes, sendo atendidos por máquinas e computadores inteligentes… um mundo voltado para satisfazer o ser humano. Com toda essa inteligência, com certeza teremos também igrejas inteligentes, até porque já faz parte da história da Igreja pós-moderna abusar das novidades. O que será uma igreja inteligente? Será uma igreja que, quando chegarmos, ela nos reconhece e sabe de quanto foi nosso dízimo; por isso escolhe qual o lugar que gostamos de sentar, qual a música e o sermão que queremos ouvir, quanto tempo deve durar o culto para que não fiquemos cansados e até qual o vinho que gostamos de beber na ceia. É uma igreja que fará tudo para nos agradar. Qual o preço? Nossas vidas serão 100% controladas. Não conseguiremos (nem vamos querer) fazer absolutamente nada sem a ajuda dela (internet)! Ela sempre estará um passo à frente, sabendo e atendendo todos os nossos desejos ou nos deixando irritados quando ela falta. Será que valerá a pena pagar esse preço? Leia Apocalipse 13: 16-18 e 18:9-10. Paulo tinha razão quando disse que “Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?”. Só nos resta torcer para que a Bíblia tenha razão, e que “a loucura de Deus seja mais sábia do que a sabedoria dos homens” (1 Co 1:20, 25). Cuidado, o “#appinferno” já está disponível. Você já baixou!

Quem precisa de Lutero?
Tem crescido um movimento no meio evangélico pedindo por uma nova reforma. Será mesmo que precisamos de um novo mover de Deus, desta vez na Igreja Evangélica? Será que a Igreja dita protestante, à semelhança do que ocorreu com a Igreja de Roma, já está muito longe daquilo que os reformadores deram suas vidas? Os fatos não deixam dúvidas. Por exemplo, se todos somos servos (inúteis), a autopromoção a apóstolos, patriarcas, etc., me parece mais uma busca de poder sem base bíblica. Estamos promovendo a venda de indulgências, transmutada em bênção da prosperidade, unção da felicidade, oração do poder, óleo santo do Sinai, sal do Mar Morto, etc, que já nem sabemos se é uma igreja ou quitandinha? Está valendo mais a palavra do “apóstolo” do que a Palavra de Deus. Preferimos dar um jeitinho de agradar à sociedade, mesmo contrariando ao que Deus estabeleceu. Confesso que quando vejo todas essas coisas dá um desânimo, um baixo-astral; observo a nova liderança traçar o rumo e o destino da Igreja, não se importando com as bases definidas na Bíblia. Às vezes até tenho a impressão de que Deus é apenas a desculpa pra tanta gritaria, tantos “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Tá amarrado”. Espero que Lutero e Calvino perdoem nossa geração, por, sem qualquer escrúpulo, alterar tanto o rumo da Igreja.

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