O deus de papel

Idolatria é um dos maiores problemas entre a criatura e seu Criador. Deus gerou a humanidade sua imagem e semelhança, para que entre tantos propósitos magníficos ela tivesse Nele, Deus Trino, todas as suas fontes, e consequentemente dependência total. Idolatrar é: cultuar, amar, admirar excessivamente, algo ou alguém que não seja nosso poderoso Yaweh.

A humanidade raça pensante que decide a que ou quem quer cultuar, o faz  interesseiramente. Todos os povos em todos os tempos adoraram e adoram deuses variados porque tem neles, uma esperança e objetivo a serem alcançados. Desenvolveram por meio das eras culturas que de geração a geração transmitem a informação que tal deus trará tal benefício, a coisa chega tão longe que certos povos acumulam mais de 1.500 (mil e quintos) deuses, cada um deles promete uma benevolência. É o deus da chuva, do plantio, da colheita, da saúde, da fertilidade, da proteção… Por aí vai a longa estrada culto versos benevolência.

Independente dos múltiplos meios de busca uma é a essência, o ser humano quer se garantir, neste ínterim todos os povos descobriram algo que os garante a todos, sejam eles religiosos ou não, este “algo” é o dinheiro, que a despeito de todos os metais dos quais se produzem ídolos é feito de papel, não é colocado sobre altares, oratórios, grutas, altos de montanhas etc. é, entretanto  guardado seguramente, nos cofres, carteiras, bolsos, de seres humanos que o cultuam e celebram nos templos mais conhecidos como instituições financeira.

Ter dinheiro não é problema, problema é o sentimento de falsa segurança que ele gera, naqueles que pela razão incrédula deixam de confiar em Deus como seu sustento e colocam sua dependência naquilo que deveriam dominar, a ponto de serem insanamente dominados por ele, fazendo de sua vida um culto a este deus de papel, e por ele matam e morrem.

Deus em sua soberana, multiforme, magnífica e sublime sabedoria, criou uma forma de destronar este deus frio, calculista, insensível, venerado pela humanidade caída. E como tudo que Deus faz, o processo para destronar o deus de papel chamado dinheiro é infalível, objetivo e maravilhoso. É o sistema de dízimos e ofertas.

O escopo do processo de dízimos e ofertas é o mesmo escopo relatado por Jesus em Mateus 16.25 é perdendo que se ganha. Pois ganhar sem perder é empoçar poder e inevitavelmente, “sentir-se independente de Deus” e mesmo que sem perceber, totalmente dependente do dinheiro e dos meios de obtê-lo tornando a vida uma sela monetária entrincheirada pelo consumismo, e massacrada pelas necessidades vigentes.

Ezequiel 47 diz sobre o rio que corria por baixo do limiar do templo, a descrição do profeta é magnífica, a cada mil côvados de avanço, as aguas subiam e o profeta afundava, águas que davam pelos artelhos, águas que davam pelos joelhos; águas que davam pelos lombos, águas profundas, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. Esta descrição nos mostra uma perda de equilíbrio e um ganho de profundidade. Quando andamos com aguas nos artelhos temos controle da situação, porém à medida que tais águas sobem e nós nelas afundamos nosso controle é perdido a ponto de estarmos totalmente imersos e por elas controlados.

É assim que destronamos o Deus de papel chamado dinheiro em nossa vida, perdendo o controle dele, mas não uma perda de controle desordenada pois assim como só ganha a vida quem a perde para Cristo, só prospera financeiramente, quem perde o controle de suas finanças para Deus, e o processo para esta perda de controle é dizimando e ofertando.

Quanto mais intensos forem seus dízimos e ofertas, mais profundo você estará nas águas do controle de Deus. A palavra de Deus nos deixa um critério básico em valor para dízimo que é 10% esse percentual é o principio básico ou seja o início do rio nível raso, águas que dão nos artelhos (tornozelos) Deus é compreensivo sabe que precisamos de tempo e perseverança para aprofundar em seu rio.

A medida que você crescer em fé as águas da prosperidade subirão em sua vida, e você se aprofundará nelas, isso significa, que quanto mais você perder o seu dinheiro para Deus, mais você perderá o controle de sua vida, suas finanças, e pode ter certeza, que Ele o próprio Deus é quem vai sustentar você nos mínimos detalhes.

Não tenha medo das águas de Deus, oferte, dizime com intensidade vá mais fundo em cada mergulho, você nunca ganhará de Deus, quanto mais você entregar a Ele mais ele vai prosperar você, e quando você menos assustar sua vida financeira será como um rio de bênçãos e prosperidade por todos os lados. O deus de papel não terá domínio sobre você, o dinheiro será uma mera ferramenta e jamais um objetivo de busca da sua vida. Este sinal também seguirá a todo aquele que crer, 2 Coríntios 9.6 E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Pr. Romney Cruz é pastor da Igreja Evangélica Ministério Gileade

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