Novembro Azul – Igrejas precisam incentivar o cuidado com a saúde

Novembro Azul – Igrejas precisam incentivar o cuidado com a saúde
O câncer de próstata afeta mais da metade dos homens acima de 50 anos de idade, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Foto/ Comunhão)

Sai o rosa de outubro, entra o azul de novembro. Mês é destinado à conscientização sobre um tipo de doença que leva à morte de cerca de 14 mil homens no Brasil. É o Câncer de próstata.

A patologia é motivo de alerta por ser o segundo mais comum entre homens no Brasil de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). E perde apenas para o de pele. Com o objetivo de levar mais conscientização, foi criada a campanha Novembro Azul. No Espírito Santo, várias instituições, inclusive as igrejas promoveram ações durante o mês.

O pastor da Assembleia de Deus Ministério Vida Abundante, de Cariacica (ES), Paulo Cezar Oliveira, reconhece a participação das congregações nesse processo, mas falta um maior engajamento das igrejas. “Toda ação que se faz para a saúde é importante. A igreja precisa cumprir esse papel social. Acredito que precisávamos nos envolver mais nesse processo, promovendo palestras e campanhas ligadas a saúde do homem”, explica.

Várias cidades do Espírito Santo aderiram a campanha promovendo ações. Em Vila Velha tem palestras, rodas de conversa, exames laboratoriais, distribuição de folders nas unidades de saúde. Na capital Vitória, as 29 unidades do município oferecem consultas específicas.

A Associação de Urologia do Espirito Santo juntamente com médicos e alunos de Medicina de uma faculdade da capital também fez uma mobilização. Distribuiu folders com o objetivo de disseminar o movimento e trazer um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce. As mulheres também receberam orientação para incentivar os companheiros a se cuidar. A associação atende muitos casos de câncer de próstata para tratamento.

A Igreja Evangélica Leão de Judá, em Vitória, realizou atividades em prol da campanha, em um shopping center da Serra. Além da distribuição de panfletos, teve oferta de serviços de saúde como pressão arterial e teste de glicemia.

Embora as estatísticas apontem a elevada frequência, muitos homens ainda têm receio ou preconceito em fazer os exames clínicos. Isso faz com que procurem ajuda médica quando surgem complicações devido ao estágio avançado do problema, o que prejudica o tratamento. A idade recomendada para iniciar os procedimentos é a partir dos 50 anos. Mas quem tem ocorrências de tumores em parentes de primeiro grau, como pai ou irmão, deve começar mais cedo, aos 45.

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