Não apague seu fututo

Estou preocupado com o futuro da Igreja. Nenhuma cultura tem futuro se não valoriza seu passado.

Uma das características mais marcantes do povo de Deus era a ida anual ao templo. Não era só uma ida à igreja, mas a grande oportunidade que o povo tinha de relembrar os atos de Deus em favor do Seu povo. A história de Israel era contada pelos mais velhos, cantada pelos mais novos, e vivida por todos. A Bíblia está cheia de referências dessas viagens que de certa forma marcaram a história do povo de Deus.

A história precisa ser contada para todas as gerações, permitindo que ao tomar conhecimento, cada pessoa sinta que faz parte de algo muito maior do que simplesmente ser mais um.  Qualquer ser humano, para viver, precisa de referenciais. São esses referenciais que indicam até onde devemos ou podemos ir, seja nas questões sociais, morais, políticas, pessoais e até religiosa. Certa feita Romário, referindo-se a Pelé, disse que quem gosta de “velharia” é museu!

É uma pena, mas todas as vezes que desprezamos nosso passado, ficamos sem referências em nosso futuro; logo, não podemos negligenciar nosso presente nem desprezar nosso passado. Relembrar como nossos antepassados conseguiram vencer as barreiras, como superaram os obstáculos muitas vezes quase impossíveis de transpor, é que nos ajudará a melhor enfrentar os desafios do futuro.

Não olhar para trás é abrir mão de uma grande ferramenta para superar todas as dificuldades. Sempre se lembre de que somos nós que escrevemos hoje,
a história de nosso futuro.

Ateufóbico ou incredulofobia?

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). Existe informação mais simples do que essa? Então, qual a dificuldade que a humanidade encontra para entendê-la de forma direta? O que tem levado o homem durante tantos séculos a ignorar essa informação?

Por que não dá para acreditar na teoria da evolução? Por duas razões: a) É a própria ciência quem afirma e define que, para uma “teoria” deixar de ser uma teoria, é necessário que seja provada. A evolução nunca foi; b) Crer na evolução tira de Deus o ato criador e coloca no “acaso” o poder de criar! E crer nesse “acaso criador” é como se jogássemos milhões de letras do cume do Everest e, quando elas chegassem ao chão, formassem sozinhas uma biblioteca inteira.

Por que querem desacreditar no ato criador de Deus como relatado no Gênesis? Só consigo imaginar uma única razão: ao mostrar que o relato do Gênesis é uma mentira, abre-se o precedente de que a Bíblia possui outros erros. A Bíblia deixa de ser o Livro de Deus e torna-se um livro humano. Simples né!!!

Confesso que estou com medo de que os ateus, em represália aos religiosos e só de raiva, passarem a acreditar em Deus e no criacionismo. Corremos o risco de a mídia dizer que os evangélicos estão com ateufobia ou somos incredulofóbicos. Coitadinho de nós.

Se liga, brother!

Há algum tempo assisti ao filme “Dormindo com o Inimigo”, com Julia Roberts. O filme é interessante, pois mostra que tudo era fantástico e com muito luxo, exceto por um detalhe: aquele sujeito maravilhoso com quem ela estava dormindo era um assassino. Em nossas igrejas, vemos jovens que estão, em seus relacionamentos, mantendo uma amizade que tem evoluído para um “dormindo com o inimigo”.

O que faz com que muitos jovens imaginem que a parábola do filho pródigo seja uma mentira? Por que muitos jovens ainda hoje precisam aprender pela forma mais difícil? Por que tantos jovens ainda estão trocando a verdadeira vida cristã por algo que na linguagem de Tiago (4:1) significa “militar nos prazeres da carne”?

Os jovens contestadores de hoje podem perguntar: qual o problema em ser amigo do mundo? O que importa é Deus saber que eu gosto mesmo das “paradas” da igreja e quando dá, eu até vou lá, porque o “tiozão” é meu brother!

Vou amaciar sua consciência. Tudo o que você tem que fazer é uma escolha. Tiago complementa: “Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo será inimigo de Deus”. A opção é toda sua!

Não tem como aproveitar o melhor do mundo e do céu. Isso é loucura. Agora que você já sabe, vá em frente. Mas deixa eu avisá-lo de três coisas: a) nesse teste não tem coluna do meio; b) ele termina no mesmo instante que sua vida acaba; c) ninguém sabe quando vai morrer. Logo, não é inteligente nem prudente ser negligente. O mundo não merece a sua amizade. Se liga, brother!

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.