Na Estrada com o cantor Thalles Roberto

Foto: Reprodução Web

Dono de uma voz marcante e inconfundível Thalles é um dos músicos mais conhecidos da música gospel brasileira. 

O seu trabalho ‘Na Sala do Pai’ mescla com propriedade o rock, pop, black music, soul e blues. O resultado surpreende aos ouvidos mais exigentes. Gravado em estilo acústico, as 14 faixas do álbum apresentam canções de muito louvor e adoração, engenhosamente mixadas com muita musicalidade, marcando o perfil deste cantor multifacetado que também compõe e toca.

Thalles está contente com o resultado do trabalho e diz que hoje vive aquilo que Deus quer que ele viva.

“Todas as músicas deste disco são orações. Tudo o que eu orava, eu escrevia e colocava no caderno. Daí, comecei a orar para que Deus me desse um projeto. Procurei um amigo e gravei o meu trabalho todo em estúdio. Depois, entreguei o CD para amigos meus do meio musical e disse que gostaria de gravar o mesmo trabalho ao vivo, pois só conseguiria expressar o meu sentimento se fosse ao vivo.
Então, montamos uma estrutura e gravamos o CD e o DVD ao vivo, que serão lançados em breve, agora com o apoio da Graça Music”, destacou.

Para ele, o álbum “Na Sala do Pai” mostra uma mesma essência, mas com várias intensidades. “Quando eu canto: “Eu vou voltar pra casa do Pai, eu quero o amor da casa de meu Pai…”, estou dizendo que quero voltar para Deus.

Toda a vez que eu cantar estas músicas eu vou chorar, eu vou me emocionar, pois estou cantando a minha vida para Deus, que me lava de todo o pecado”, contou Thalles.

Suas composições já foram gravadas por grandes cantoras, como Mariana Valadão, e em seu CD de estréia não poderia ser diferente. As 14 composições também são de autoria do artista, que ressalta a importância de cantar aquilo que ele próprio escreve.

“O cantor que não compõe muitas vezes não consegue transmitir a emoção que o compositor colocou no papel.

Quando alguém grava as minhas músicas, eu peço que a vida da pessoa tenha a ver com a minha história e a minha canção. A Mariana Valadão disse que iria gravar um novo CD e eu já tinha algumas músicas, então as apresentei a ela. Mari gostou de algumas e, para a minha surpresa, selecionou três, que entraram em seu repertório, incluindo a que dá título ao disco (“De todo meu coração”). Mariana é uma pessoa de Deus e eu senti paz quando ela gravou as minhas canções”, relatou.

A respeito de como passou a integrar o time da Graça Music, Thalles destaca que o seu produtor, Alex Passos, apresentou o projeto à direção da gravadora. “Daí começaram as conversas e hoje faço parte dessa família”, disse. “Na Sala do Pai” conta ainda com a participação do músico Marcos Kinder, na voz e bateria da música Ele é contigo, sob a direção geral do missionário RR Soares.

Dos shows seculares à descoberta de um Deus maior que tudo

Thales nasceu em lar evangélico. Seu pai é pastor de uma igreja presbiteriana, no interior de Minas Gerais. É o caçula de quatro irmãos e cresceu cercado de muita musicalidade. Na infância, freqüentou assiduamente a igreja de seu pai e chegou a ser solista de um coral com apenas cinco anos de idade.

Dono de um talento incomum, cedo ele começou a ser procurado por profissionais da música e aos 16 anos já era músico profissional. Foi assim que conheceu a banda secular J Quest, onde permaneceu como backing vocal por cinco anos. “Desde os 16 anos comecei a pensar em como ganhar dinheiro com a música. Comecei a gravar fitas e vender. Os jovens querem conquistar o mundo, como se sabe. Então, aos 21 anos, recebi o convite do J Quest, que me descobriu através das apresentações na igreja.

Fiquei muito alegre! Ganhamos muita exposição com a música ‘O amor’, de Nando Reis, e daí eu resolvi romper com tudo e deixei a igreja. Eu era um músico respeitado, trabalhava com artistas que iam de Roberto Carlos a Jamil e Uma Noites e Ivete Sangalo e fiz composições também para a Luciana Melo”, relatou.

Antes de ser músico profissional, Thalles foi vidraceiro. “Ganhava pouco. Mas quando você começa a ganhar uma graninha com aquilo que gosta, a cabeça não aguenta, pira. Larguei Jesus mesmo. Cheguei ao luxo de morar em duas cidades ao mesmo tempo, de ter uma tremenda estrutura. Você fica doidão. Tomava um litro de uísque por dia, fumava muita maconha e estava envolvido diretamente com um mundo que, por trás das telas, não é nada bonito. Fiquei enredado com, prostituição, adultério, fornicação”, lamentou.

O limite de sua vida de pecado aconteceu em uma viagem para Curitiba. “Meu pai nunca parou de orar por mim. Ele orava para eu sair daquela vida. Em um show, chegou um ponto que o diabo pediu a minha cabeça. Parece incrível, mas quem está no buraco consegue se afundar ainda mais. Neste meio, você tem dinheiro, tem fama, mulher e drogas.

Um dia, o diabo usou uma pessoa para me dizer que eu iria para o inferno. Eu estava fraco, mas disse que não iria para o inferno, pois tenho um Deus que habita em minha vida. Depois disso, o Espírito Santo não parou de me incomodar. Desejava a paz de Deus, não queria mais acordar para ir para aquela vida louca que eu levava. O sentimento que eu tinha era de que se eu ficasse, morreria”, contou.

Ao testemunhar tão sinceramente sobre sua vida, Thalles disse que Deus o transformou de ‘doidão’ em um crente ‘careta’. “Voltei para a casa de meu pai e Jesus teve misericórdia de mim. Sou grato a Deus, que permitiu que eu voltasse também para Ele. Não perdi nada. Passei por um deserto, mas Deus me supriu e me deu em dobro”, finalizou.

Para ouvir a entrevista que a Revista Comunhão fez com o cantor, visite nossa Galeria Multimídia.

A MATÉRIA ACIMA É UMA REPUBLICAÇÃO DA REVISTA COMUNHÃO. FATOS, COMENTÁRIOS E OPINIÕES CONTIDOS NO TEXTO SE REFEREM À ÉPOCA EM QUE A MATÉRIA FOI ESCRITA.

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