Na Estrada com Discopraise

“Nunca planejamos ter uma banda. A nossa ideia era modesta, de tocar domingo à noite na nossa igreja”

Quando o Discopraise era a banda da Rodoviária de Brasília, no Distrito Federal, eles jamais imaginavam que chegariam ao lançamento de um DVD ao vivo cantando e tocando para mais de 10 mil pessoas na Igreja Sara Nossa Terra de Ceilândia.

E foi assim que nasceu o novo e bem-sucedido trabalho “Palavra, Som e Poder,” que está no mercado há seis meses sob a chancela da Sony Music Gospel. Para o projeto, foram reunidas as canções dos quatro álbuns do grupo mais conhecidas do público e incluídas outras cinco inéditas no repertório. “Estamos muito felizes com o lançamento do nosso primeiro DVD. Ele foi gravado em Brasília com mais de 10 mil adoradores dentro da igreja e mais 10 mil do lado de fora que não conseguiram entrar. Ficamos muito felizes com os resultados, principalmente  o espiritual, porque não foi um espetáculo teatralizado. A gente simplesmente apertou o botão de gravar e deixou o Espírito Santo fluir, Deus agir”, revela o vocalista, o pastor Clayton O’Lee.

Testemunhos de pessoas que aceitaram a Jesus ou que tiveram a fé estimulada através do álbum por todo o Brasil, segundo O’Lee, têm enchido de alegria o coração dos componentes.
“Foi uma noite de celebração e adoração, um grande culto. Queríamos uma luz bonita, música bonita, mas mais do que isso, queríamos unção de Deus. Tanto que não voltamos para regravar nada, não voltamos para refazer nada em estúdio, deixamos apenas o que Deus fez naquele dia”, relembra.

Ele ressaltou que a música de trabalho, “Ouvir o Teu Falar,” é reconhecida pelo público já quando são tocados os primeiros acordes. “Nossos corações ficam cheios de alegria quando chegamos a algum lugar e vemos as pessoas cantando nossas músicas.  É o maior reconhecimento do trabalho”. Como próximos desejos, O’Lee destaca que tem o sonho de gravar um CD nos Estados Unidos. “Também queremos gravar um CD no Brasil, com canções da época que tocávamos na Rodoviária de Brasília, um disco bem evangelístico. E almejamos viajar levando as nossas músicas a países da África que falam português. Amo esses países, o povo lá é muito amoroso, e sonho, quem sabe, em gravar um DVD lá. São desejos que a gente tem e coloca nas mãos de Deus para ver se Ele realiza”, menciona.

A Discopraise nasceu muito por acaso, a partir de evangelismo na Rodoviária de Brasília, algo que outras bandas da igreja que frequentavam não se interessavam muito. “Nunca planejamos ter uma banda. A nossa ideia era modesta, de tocar domingo à noite na nossa igreja, porque eram os melhores músicos que faziam isso, e nunca entrávamos na escala porque éramos os piores. Como não tínhamos espaço para tocar, tinha um culto que acontecia na rodoviária com o pastor Rubens, e ninguém queria ir, porque era na rua, só tinha bêbado, bagunceiro, endemoniado. Mas era a oportunidade que a gente tinha para servir”, conta ele aos risos.

No repertório dos meninos, estavam sucessos de Álvaro Tito, e Carlinhos Felix e hinos da Harpa Cristã. “Um dia, um irmão passou e chamou a gente para tocar na igreja dele domingo à noite. Ficamos até emocionados. Quando chegamos à igreja, o pastor perguntou o nome da banda, e a gente respondeu que não tinha. E ele falou: com vocês, a Banda da Rodoviária. Esse foi o nosso primeiro nome (risos). Na segunda vez que fizeram um convite,
a gente pensou um nome. Nosso baterista estava com um dicionário árabe/português e viu a palavra ‘azziz’, que quer dizer alto preço. Então pensamos, puxa Jesus pagou um alto preço pelas nossas vidas, então vamos usar esse nome. Mas era muito ruim, ninguém entendia e nos chamavam de irmãos Assis, Asas, Oásis, Asis. Até que fomos a uma igreja, e o bispo apresentou a gente como A33i3, aí vimos que não tinha jeito. Vamos mudar de novo”, conta, dando risadas.

Foi assim que nasceu Discopraise, uma mistura do nome “praise”, que quer dizer “louvor”, e “disco”, por conta da aposta nas músicas mais dançantes, com uma levada de black music, que garantiam as atenção de quem passava pela rodoviária para assistir às pregações.
Dos momentos importantes da carreira, a banda lembra a amizade surgida com o cantor André Valadão, que gravou a primeira canção de sucesso, “Se Eu Me Humilhar”, junto com o grupo e o Diante do Trono.

“Estamos longe do eixo do Sudeste, onde tudo acontece. Quando ninguém conhecia a gente, fomos cantar em uma igreja em Belo Horizonte, e o pastor que iria nos dar uma oferta teve problema e não conseguiu cumprir. Ficamos preocupados, porque não tínhamos dinheiro para abastecer a van e voltarmos para Brasília. Então decidimos vender nossos CDs em um congresso deles que estava rolando no Mineirinho. Incrivelmente, quando abrimos a van, o CD vendeu igual a água; precisamos ir às lojas da cidade para pegar mais CDs nossos, porque estava faltando. Conseguimos o dinheiro para a gasolina e muito mais. Um ano depois, voltamos a BH, dessa vez em outra igreja, e recebemos uma ligação do André Valadão nos convidando para assistir à gravação do seu DVD”, detalha Clayton.

E a dúvida surgiu na cabeça dos integrantes: de onde esse cara conhece a gente? O CD chegou até o Diante do Trono através de uma pessoa que comprou o álbum na porta do Mineirinho. “Dessa maneira inusitada, nasceu uma aliança muito verdadeira com eles, uma amizade vinda de Deus. Por conta disso, tocamos na Lagoinha várias vezes, e o André cantou com a gente no nosso disco.

A Mariana Valadão é uma amiga querida que nos convida para ir à Lagoinha Niterói sempre. Eles foram vasos usados por Deus que abriram muitas portas para a gente. Por uma indicação do André, nós fomos parar na Graça Music. Muitas coisas Deus fez a partir de algo inesperado, que deu errado, como foi a oferta que o pastor não pôde dar para a gente. Não guardamos raiva, vimos que foi um imprevisto, e por causa disso Deus fez um grande milagre”, finaliza.

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A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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