A nova forma de ouvir música cristã

O carioca Lincoln Baena é formado em Marketing e atua na gerência do canal gospel da Deezer, serviço de streaming de música que apresentou um crescimento de 300% em pouco mais de um ano.

Baena possui uma vasta experiência no mercado, já tendo desenvolvido projetos para diversas gravadoras. Na redação de Comunhão, o editor explica que a Deezer foi inovadora ao investir no segmento cristão, que hoje é o segundo gênero mais ouvido na plataforma.

A Deezer tem hoje mais de 43 milhões de faixa disponível para o ouvinte. Mas pouca gente ainda conhece e usa esse serviço. Explique melhor o que é a Deezer.
A Deezer é um projeto libertador para quem gosta de áudio, especificamente pra quem gosta de música. Você tem a possibilidade de utilizar um aplicativo no seu celular, tudo na base de um clique. Basta apenas ter uma conta, pode ser no Facebook, por exemplo, para poder logar. Nós temos dois tipos de serviço. Um deles é o premium, no qual a pessoa paga uma mensalidade por mês e desfruta de mais de 43 milhões de músicas. Você pode ouvir no modo off-line, fazer sua própria playlist, com uma série de músicas, enfim, uma infinidade de possibilidades que a pessoa pode usufruir sendo usuária premium da conta Deezer. E ainda há o usuário free, ou seja, a pessoa não precisa pagar para ter. É lógico que tem algumas funções que o usuário premium possui e o free, não, mas existem esses dois tipos de conta. A gente tem comentado, especificamente no caso do gospel, que queremos ser uma plataforma de áudio. Então, além das músicas, você tem playlist simulando uma ordem de culto, na qual tem louvor, palavra… Dentro do aplicativo há também os podcasts, que têm diversas rádios e personalidades.

“O mundo digital deixou de ser uma aposta e passou a ser a principal renda das gravadoras em 2017”

O canal gospel da Deezer foi lançado há pouco mais de um ano, e houve um aumento de mais de 300%. É um bom começo?
É um excelente começo. Eu entrei na Deezer em setembro de 2016, na segunda quinzena, e o projeto foi para o ar em outubro de 2016. Então a gente ficou naquele período de seis meses. Digo que 2017 foi o grande ano da virada da Deezer. Até então as pessoas falavam em plataforma digital, falavam na Deezer, mas existia ainda uma barreira, principalmente no mercado gospel. Existia aquela barreira, porque nenhum grande gigante tinha se atentado para entrar de cabeça no nosso universo, então resolvemos fazer uma pesquisa de mercado. Quando nós começamos, a música católica também estava inserida dentro da música cristã, mas nós propusemos que tivesse um canal dedicado para cada uma. Em outubro de 2016, nós éramos o 15°, 16° canal mais ouvido dentro da Deezer. Ao final de 2017, quando fizemos um levantamento, éramos o segundo. Em gênero, estamos atrás hoje apenas do sertanejo, ou seja, nós crescemos muito. Mas isso foi possível, por conta do engajamento e da conscientização dos artistas e gravadoras. O mundo digital deixou de ser uma aposta e passou a ser a principal renda das gravadoras em 2017.

Ouça a entrevista

O canal gospel do Brasil é o 12° mais ouvido no mundo. Foi um rápido crescimento. Isso é uma surpresa, já que a ferramenta destinada ao gênero gospel foi implantada em pouco tempo?
Acredito que sim. Mas é importante entender a diferença entre canal e gênero. Quando eu falo canal, eu tenho canal de música gospel, canal de música cristã, canal de MPB. “Lançamento” não é um gênero, e sim um canal. Se eu for analisar como “canal de lançamento”, nós ficamos em 12° lugar na Deezer no mundo inteiro, mas se eu for analisar como “gênero musical” e excluir esses “canais” que não são gêneros, eu subo mais ainda, eu posso estar em 8° ou 9° lugar, como gênero musical. Na categoria “gênero” no Brasil, nós estamos atrás apenas do sertanejo, e a música cristã está colada. Esse resultado não é uma surpresa, porque a gente sabe da força que a música cristã tem no Brasil.

“Esse resultado não é uma surpresa, porque a gente sabe da força que a música cristã tem no Brasil”

A Deezer é o grande vetor da música digital gospel no Brasil. As projeções são de continuar crescendo?
É lógico que 2018 será um ano mais difícil para a Deezer, para o canal gospel, do que foi 2017, porque a referência que nós tínhamos em 2016 eram índices baixo. Hoje nós crescemos muito. Então, 2018 passa ser um desafio pra mim, por agora. Passo a olhar para trás e temos que ser melhores. Se eu cresci 300% ano passado, 2018 vai ser bem mais difícil, mas se eu olhar a possibilidade de crescimento que eu tenho hoje, de pessoas que ainda não usaram a plataforma, a música cristã ou o usuário da música cristã, ele ainda não foi atingido como um todo. Porque no ano de 2017 nós fomos às ruas para mostrar o aplicativo, como funciona, como baixá-lo. Neste ano, eu quero percorrer as capitais e igrejas e mostrar os benefícios que é ter a plataforma. Existe um campo muito grande de crescimento. Estimamos que o público evangélico não represente dois dígitos de usuários.

O streaming veio para ficar, já que a tendência do mercado é digital. Mas, segundo o IBGE, apenas 5% dos evangélicos usam esse serviço. Como isso pode mudar?
Na hora que entrarmos nas igrejas e mostramos para elas como é libertador a Deezer. Então 2018 passa a ser um horizonte fantástico. Vejo hoje artistas e pessoas que relutam ainda com o digital. Eu entendo, mas eu prefiro olhar para a frente e ver a quantidade que posso alcançar a olhar para trás e questionar a quantidade de CDs que deixei de vender. O que nós temos para conquistar pela frente é muito maior do que aquilo que perdemos, já que temos muita gente que gosta de música cristã, que está dentro das igrejas e que tem a possibilidade de usar o aplicativo.

Com o projeto gospel na Deezer, a comunidade cristã ficou mais valorizada, consequentemente os artistas do meio e a gravadoras também. O serviço de streaming de música ficou mais acelerado?

musica-crista-streamingSim, com certeza. Eu digo que 2017, para a Deezer, foi um ano fantástico. Com a chegada do Bruno Vieira, nosso diretor no Brasil, em 2018, muita coisa mudou. A sensação é que a Deezer chegou ao Brasil agora, apesar de a gente já ter cinco anos aqui. Criamos ambientes para que o artista gerasse conteúdo exclusivo. Então, nossa intenção é que isso triplique. Quanto mais gente usar o aplicativo, melhor. Nós fizemos de 2017 um ano muito especial, mostrando o que é a Deezer, como funciona a plataforma. O tráfego que fizemos em 2017 aumentou muito. A gente prefere olhar para dentro a se preocupar com a concorrência.

Como faz para instalar e usar os principais recursos que a Deezer oferece?
Você pode ir pela AppStore, da Apple (iTunes), ou pela Google Play Store, digitar Deezer e baixa o aplicativo. Feito isso, você cria uma conta ou faz o login pela conta via Facebook.
Depois, caminha pela plataforma, que é bem intuitiva. Lá você cria suas playlists, seleciona seus artistas favoritos, enfim, acredito que as dúvidas são sobre como baixar o aplicativo e sobre contas free ou premium; o manuseio do aplicativo é fácil.


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