A mulher no mundo de hoje

A mulher no mundo de hoje
Nancy Dusilek é membro efetivo da Cadeira 8 da Academia Evangélica de Letras no Brasil

Como era o mundo de nossas mães e avós? Como será o mundo de nossas filhas e netas?

Não há como comparar. Cada época tem suas características. A única diferença é a velocidade. As mudanças de nossos dias correm mais rápido do que as das gerações anteriores. E a tendência é que esse aceleramento se agrave nas gerações que vêm pela frente. A era da tecnologia e dos relacionamentos virtuais modificou nossa maneira de ver o mundo.

Algumas situações em que a mulher se viu obrigada a entrar nessa velocidade de mudanças.

1º – A mulher e o preparo intelectual hoje – Cada vez mais as mulheres estão se preparando, estudando. As universidades têm, em sua maioria de matriculados, mulheres. Em todas as áreas, mesmo as mais tradicionais como engenharia e química, também há mulheres. Preparadas profissionalmente, acabam não ficando em casa como suas mães e avós e saem para o trabalho.

2º – A mulher e o mercado de trabalho – É inegável a mudança em nossa sociedade, em que as mulheres têm ocupado praticamente todos os espaços no mercado de trabalho. Mesmo com formação acadêmica e competência profissional, seus salários são diferenciados, simplesmente por serem mulheres. Uma das conquistas em administração é que vários professores têm sugerido que haja mulheres nas equipes decisórias das empresas por causa da intuição.

3º – A mulher e a segunda jornada de trabalho – Embora seja uma conquista o espaço de trabalho secular e profissional, a casa ainda gira em torno da figura feminina. Mesmo sendo excelente profissional lá fora, é ela quem gerencia o lar. Quando pode contar com auxiliares, a carga diminui, mas a maioria das vezes, essa realidade não existe. É chegar em casa e ainda preparar alimentação para a família e ajudar filho nas tarefas de casa. O que tem acontecido é que a nova geração de maridos tem ajudado nessa tarefa. Mas nem todos.

4º – A mulher como mãe e pai (uma carga dupla) – Aumenta assustadoramente o número de mulheres sozinhas que trabalham e criam seus filhos. Há o crescimento dos divórcios em nossa sociedade e, consequentemente, vemos muitas lutadoras com filhos pequenos ou adolescentes e sozinhas para educá-los.

5º – A mulher como objeto – Desvalorização do corpo e da moral. Veja algumas propagandas que apelam para o corpo da mulher quando não têm nada a ver com ela. Só para chamar atenção e tentar induzir o comprador. Essas novas realidades que a mulher enfrenta no dia a dia são comuns a todas, quer sejam evangélicas ou não.A diferença é que a evangélica tem Jesus como seu amigo e em quem pode se agarrar para enfrentar a realidade. Como vivemos em sociedade, é natural que essas mudanças me afetem. Como devo reagir, então? Enumero três áreas para você pensar.

Filhos – Ter filhos é a maior graça que uma mulher poder receber. Ter a grande chance de estar criando a nova geração é desafiante. Não terceirize a educação de seus filhos. Somos responsáveis diante de Deus por eles.

Trabalho – Os meus colegas sabem que sou cristã? A grande comissão é responsabilidade minha diante de meus colegas de trabalho. Como encaro o trabalho? Que tipo de empregado ou funcionário eu sou?

As fases da vida – Qual a melhor fase da vida? É aquela em que estamos. Todas as fases têm o lado bom e o não tão bom. O importante é listar as coisas boas e ruins e aproveitar o melhor da fase. É a jovem solteira com sonhos profissionais e de casamento. É a jovem mãe com filhos pequenos, casa e trabalho. É a fase com filhos adolescentes e as crises que eles passam e nós juntos com eles. É a de filhos se casando e deixando o ninho. É a velhice ou a viuvez. Seja qual for a fase que você estiver, analise os pontos positivos e viva intensamente cada um deles.

Os desafios são muitos, a realidade não esconde. Mas temos um Deus que nos oferece condições para vencermos cada etapa, cada situação. Gosto do texto de Paulo a Efésios 6.10: “Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força de Seu poder.” Um texto tão antigo e tão atual para nós, mulheres, que enfrentamos os desafios do mundo de hoje.


Nancy Dusilek é membro efetivo da Cadeira 8 da Academia Evangélica de Letras no Brasil


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