Plano de contingência para casos de novos rompimentos

Foto: Bruno Correia/ Nitro Via AP

Defesa Civil confirmou até agora 84 mortos e 276 desaparecidos. Em nota, Convenção Batista Brasileira pediu providências das autoridades. 

A Defesa Civil de Minas Gerais divulgou um “plano de contingência” no caso de riscos relacionados às barragens da região de Brumadinho que não se romperam. Mas, segundo o porta-voz da corporação, Tenente-coronel Flávio Godinho, tal medida é preventiva, uma vez que nenhuma outra barragem está com risco de rompimento.

Segundo o representante do órgão, as demais barragens estão no nível de segurança 1. O risco aumenta quando a classificação passa para níveis superiores, como 2 ou 3. Contudo, acrescentou Godinho, não há situações deste tipo ainda na região.

Em nota, a Defesa Civil designou locais para os quais moradores e pessoas da área devem se dirigir esta situação hipotética. “A Defesa Civil divulga pontos como medida preventiva em caso de elevação do risco”, sublinhou o comunicado.

6º dia de buscas

As buscas às vítimas da tragédia, entraram pelo sexto dia nesta quarta-feira (30). O trabalho de resgate, a partir de agora, deve ser mais intenso, já que a lama está mais seca. As equipes passam a poder usar equipamentos mais pesados, como escavadeiras.

Mais corpos foram encontrados na região do Parque das Cachoeiras, nesta quarta, mas o número oficial ainda não foi informado pelas autoridades. Dos 84 mortos confirmados até agora, 51 já foram identificados, segundo a Defesa Civil de Minas Gerais. Há ainda 276 desaparecidos – 106 funcionários da Vale e 170 terceirizados ou moradores da região Brumadinho.

Igrejas Evangélicas

Por nota, a Convenção Batista Brasileira, assinada pelo presidente Roberto Silvado, lamentou a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG). E pediu providências as autoridades brasileiras.

“Lamentamos o descaso de empresários que mesmo endo vivido desastre semelhante, não aperfeiçoaram seus sistemas de segurança para evitar um novo rompimento de barragem. Pedimos as nossas autoridades estaduais e federais para atender as famílias desalojadas, prejudicadas e enlutadas”. 

E concluiu: “pedimos que o povo brasileiro continue demonstrando seu apoio com doações, apoio logístico e orações”.

*Com informações das agências


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