Meu Irmão, O Macaco!

Recentemente li na imprensa que o papa Francisco declarou que “quando lemos no livro de Gênesis sobre a Criação, corremos o risco de imaginar que Deus tenha agido como um mago com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas.

Mas não é assim”. Juntando com a declaração anterior do Vaticano de que “o Big Bang, que hoje temos como a origem do mundo, não contradiz a intervenção criadora”, e ainda com aquela dada pelo papa João Paulo II de que “a teoria da evolução é mais do que hipótese”, isso me leva a acreditar que tem algo errado quando leio os capítulos 1 e 2 de Gênesis.  Qual o problema em acreditar na teoria da evolução? Não dá para acreditar por duas simples razões: a) Como a própria ciência afirma, para que uma teoria deixe de ser uma teoria, é necessário que seja provada. Como a evolução não tem como ser provada, crer só em uma teoria contradiz tudo o que a ciência afirma. Se contraria a ciência, só sobra a fé; b) Crer na evolução, tira de Deus o ato criador e coloca no acaso o poder de se autocriar – nós somos o Criador!  Por que o papa e o Vaticano querem desacreditar no ato criador de Deus como relatado no Gênesis? Só consigo imaginar uma única razão: ao mostrar que o relato do Gênesis é uma mentira, a própria Igreja abre o precedente de que a Bíblia, obviamente, possui outros erros, ou seja, tudo aquilo que na Bíblia me desagrada passará em um passe de “mago” a ser uma mentira. Simples né!!! Por outro lado, o que me assusta é que a evolução sempre foi um terreno fértil para os ateus e os incrédulos, mas nos últimos tempos, eles, os incrédulos, estão perdendo terreno para os religiosos nessa área. Confesso que estou com medo de os ateus, em represália, aos religiosos e só de raiva, passarem a acreditar em Deus e no criacionismo. O risco é a mídia criar uma ateufobia ou incredulofobia. Coitadinhos deles.

XÔ, 2014!!!
Estamos chegando ao final de 2014, e este não foi um ano fácil. Tivemos Copa (quanta tristeza), eleição (e que eleição, ufa!), muitos escândalos, sem contar com falta de chuva e fartura de corrupção. Sim, foi um ano assustadoramente diferente. Bom ou ruim, diferente ou não, o ano está acabando, e temos que nos preparar para 2015, pois tudo indica que os problemas só ficarão mais graves. Não tem refresco! Com tantos altos e baixos, dias bons e dias maus, a gente chega a se perguntar se ainda resta esperança! Sei que nós, cristãos, não abrimos mão de ter esperança, de sonhar com dias melhores, de acreditar que as coisas vão melhorar. Somos otimistas por natureza. Mas será que todo esse otimismo ajuda em alguma coisa? Em 2 Coríntios 4, Paulo nos dá uma grande lição do que é otimismo. Ele afirma: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a Sua vida se manifeste em nosso corpo”.  Respondendo: esse não é um otimismo vazio ou falso, porque ele está firmado na certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus, que nos garante de que nem a morte poderá diminuir a esperança em nosso Deus. Xô, 2014, e que venha 2015.

VOCÊ LEVARIA SUA FAMÍLIA A SIQUÉM?
Israel se preparava para entrar na terra prometida, e Deus já havia dito a Moisés que ele ficaria de fora da festa. Então ele usa aqueles últimos momentos para fazer um desafio ao povo: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:19). Moisés pegou pesado, mas o momento exigia uma decisão radical. Quarenta anos antes, nesse mesmo lugar, a decisão do povo foi a pior de todas. Por isso Deus queria saber se 40 anos no deserto mudaram alguma coisa no povo, tipo “casa nova, vida nova”?  Bem … O povo entrou na terra,  e cada tribo foi para seu canto. Passaram-se mais 40 anos, e o povo crescia e vivia feliz da vida. Foi então que Josué resolveu juntar todo o povo em Siquém para uma grande festa de despedida, e é nesse clima que ele lembra duas coisas importantes: a Aliança com Deus e o desafio de Moisés. Aquela era a hora de lembrar uma coisa dessas? Imagino que o povo até pensou em apedrejar Josué, só não fizeram porque o cara já tinha 110 anos e bater em velhinho é crime inafiançável. Mas Josué, na frente de todo o povo pergunta: é assim tão ruim servir a Deus? E nesse momento Josué vira para o povo e grita: “Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15). A atitude do velhinho Josué desencadeou no meio do povo uma grande volta para Deus. Tenho a impressão de que atualmente, se Josué voltasse a Siquém, acharia poucas famílias dispostas a mudar, a servir, a viver para o Senhor. Você levaria sua família a Siquém para encarar esse desafio?