Matamos Deus!

A igreja tornou-se egoísta e cada uma decide o que o ensinar

“Deus está morto” a célebre frase citada do filósofo alemão Friedrich Nietzsche em seu livro “A Gaia Ciência”, chocou e continua chocando o mundo, não porque isso seja um fato, mas enaltece a capacidade humana em dirigir seu próprio destino, ter as rédeas da história em sua mão. Desde sempre esse foi o sonho do homem. Viver subordinado a um “deus” sempre demonstrou uma incapacidade, uma limitação em dar a direção que queremos a nossa história.

A consequência desse grito de “liberdade” atingiu como um raio poderoso a igreja, que de protagonista da história, torna-se o inimigo a ser abatido e as principais heresias, o liberalismo teológico, os erros doutrinários minaram completamente as forças da igreja na Europa. Como boa parte desses ataques sempre veio de fora, mesmo sofrendo, capengando, tropeçando, escorregando … chegamos até aqui, porém percebemos duas coisas: 1) os inimigos não desistiram; 2) os piores ataques agora têm vindo de dentro.

Interessante é que apesar desses ataques ter enfraquecido, esfriado e até desmotivado a igreja, talvez a pior consequência, por estarmos “lutando” internamente, é que o foco da igreja de nossos dias está desviado do seu principal alvo: evangelizar. Talvez, nunca na história da igreja, ela esteve tão voltada para si própria, para seus próprios interesses em satisfazer suas próprias necessidades e de seus membros.

A igreja tornou-se egoísta e cada uma decide o que o ensinar, não importando qual é a nossa única regra de fé e pratica, nem a orientação do Espírito Santo. Nietzsche deve estar feliz, finalmente a igreja está matando Deus!


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