Mané Garrincha: PF prende dois ex-governadores do Distrito Federal

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José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, além do ex-vice governador Tadeu Fillppelli são alvos da operação que investiga fraudes em obras do estádio Mané Garrincha.

Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (23) mandados de prisão temporária contra dois ex-governadores do Distrito Federal por suspeita de superfaturamento em obras do estádio Mané Garrincha.

José Roberto Arruda (foto) e Agnelo Queiroz e também o ex-vice governador Tadeu Filippellil, hoje assessor do presidente Michel Temer, foram detidos pouco depois das 8 horas.

 

 

Mané Garrincha

A operação é baseada em delação premiada de executivos da Andrade Gutierrez.  A PF diz que a reforma do estádio Mané Garrincha pode ter sido superfaturada em cerca de R$ 900 milhões. A obra inicialmente orçada em R$ 600 milhões, custou R$ 1,575 bilhão.

Operação

Na operação desta manhã, cerca de 80 policiais se dividiram em 16 equipes. Ao todo deverão ser cumpridos 10 mandados de prisão temporária, 3 de conduções coercitivas e 15 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais partiram da 10ª Vara da Justiça do DF e as ações ocorrem em Brasília.

Além dos políticos, a operação desta terça tem como alvo agentes públicos, construtoras e operadores das propinas que atuaram na época. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham simulado etapas da licitação.

O Mané Garrincha não recebeu financiamento do BNDES, mas da Terracap, empresa do governo do Distrito Federal que não tinha este tipo de operação prevista entre suas atividades.

Agnelo Queiroz, governador do DF de 2011 a 2015, foi condenado a ficar inelegível por oito anos em 2016. O Tribunal Regional Eleitoral entendeu que ele e seu vice, Filippelli, usaram a publicidade do governo para se favorecer a campanha de 2014.

 

Em fevereiro deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a punição ao ex-governador, mas absolveu o ex-vice.

Filippelli foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal de Temer em setembro de 2016. Antes, integrava, desde 2015, a assessoria parlamentar da vice-presidência da República. Ele era um dos responsáveis pela interlocução entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

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