Mais um fake news, agora com Marina Silva

Foto: Jackson Gonçalves

Assessoria de Marina Silva disse que a pré-candidata à presidência não assinou compromisso com movimento LGBT

A notícia veiculada essa semana em alguns jornais do país levantou novamente a questão do fake news. Desta vez envolve a pré-candidata à Presidência da República, pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva. A informação noticiada informava que Marina havia assinado uma carta afirmando seu compromisso com a comunidade LGBT em assegurar seus direitos caso fosse eleita.

Mas a assessoria de Marina desmentiu a informação. Afirmou que a pré-candidata apenas recebeu o documento assinado pela Aliança Nacional LGBTI, mas não assumiu compromisso.

“Estamos na fase inicial de elaboração do programa de governo da pré-candidatura de Marina. Para isso, temos recebido várias contribuições dos mais diversos setores e segmentos da sociedade. Elas estão sendo encaminhadas para apreciação da coordenação do programa de governo. De todos os documentos que já recebemos, inclusive da Aliança Nacional LGBTI, não houve nenhuma assinatura”, diz a nota da assessoria.

O coordenador de Finanças da Rede Espírito Santo, Gustavo de Biase também se pronunciou sobre o assunto. Afirmou que o partido não discrimina nenhum segmento da sociedade, mas primeiro é preciso analisar. “A Rede Sustentabilidade sempre se posicionou a favor dos direitos civis, sem qualquer tipo de preconceito ou discriminação. Na carta compromisso, Marina apenas recebeu o documento e disse que iria analisar com toda a equipe”, explicou.

Alerta

A maior liderança do partido no ES, Audifax Barcelos, disse que propagação de boatos e notícias deve acontecer de forma intensificada nas Eleições de 2018. “Defendo que a fabricação de notícias é crime e que deve ser combatida com a responsabilidade e firmeza. A Mancha numa figura pública não se conserta com uma simples retratação”, afirmou.

E ainda acrescentou. “Marina foi a candidata à presidência que mais sofreu com as fake news nas eleições de 2014. O indivíduo que espalha notícia falsa comete crime de difamação, a punição deve ser agravada porque o prejuízo passar a ser de toda a sociedade”, concluiu.

Gustavo de Biase ressaltou que em um ano eleitoral diante de um cenário incerto na política, é preciso atenção. “O Brasil precisa escolher uma alternativa ética e honesta para governar o país. Para isso é preciso de muita prudência porque nem tudo que é publicado na internet é verdade”, orientou.

Caso Marielle

Esse não é o primeiro caso de fake news registrado no país. Um dos casos de repercussão foi o de Marielle Franco, que morreu assassinada no dia 14 de março. Vários posts com informações falsas da vereadora foram publicados.

O rebuliço foi com a página Ceticismo Político nas redes sociais, criada pelo pseudônimo “Luciano Ayan”. Carlos Augusto de Moraes Afonso, dono do perfil acabou admitindo ser o dono do página.


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