Iranianas cristãs relatam tempo de prisão em livro

livro conta o tempo em que as irmãs ficaram presas
Irmãs iranianas na Conferência Quarter Life - Igreja perseguida. Foto: Google

As irmãs se converteram em 2005 e foram presas por abrirem uma igreja doméstica no apartamento em que moravam. Elas ficaram presas por oito meses. Experiência é retratada em livro.

As iranianas Maryam Rostampour, 35 anos, e Marziyeh Amirizadeh, 38, ficaram presas na cadeia de Evin, em Teerã, por serem cristãs. A experiência delas foi contada no livro “Cativas no Irã”. Obra foi publicada em 2013, após elas se refugiarem nos Estados Unidos onde receberam o asilo.

As irmãs relatam com detalhes o terror que sofreram na prisão. “Quem passa por Evin nunca mais será o mesmo. O stress é muito alto. Tem dias que você não consegue respirar porque não sabe o que vai acontecer com você no dia seguinte”, descreve Maryam em entrevista ao jornal britânico Times.

As prisioneiras eram ameaçadas de execução pelas autoridades, dormiam no chão em uma cela compartilhada com outras 30 ou 40 mulheres. Por serem cristãs, Maryam e Marziyeh não tinham direito tratamento médico. Por várias vezes elas foram levadas a um prédio de interrogatórios e eram forçadas a negarem a fé em Jesus. “Éramos tratadas como animais”, declarou uma delas.

Conversão

Maryam e Marziyeh se converteram em 2005, durante uma conferência na Turquia. Quando voltaram para Teerã, onde moravam, elas resolveram transformar o apartamento em uma igreja doméstica e distribuíram 20 mil cópias do Novo Testamento.

A prisão delas atraiu a atenção internacional. Isso fez com que o caso gerasse interesse de instituições que contribuíram para a soltura delas. “Quando um caso ganha atenção, eles param de torturar ou abusar, porque o mundo está olhando para eles. Mas se um prisioneiro não tem alguma voz que seja por ele, muitas coisas podem lhe acontecer”, afirma Marziyeh.

Nos últimos seis meses, 21 cristãos foram condenados a longos anos de prisão no Irã, e muitos deles estão na prisão de Evin, segundo informações do site Portas Abertas. Um dos casos mais recentes é da cristã Maryam Naghash Zargaran, que foi liberta em agosto após passar quatro anos em Evin.

 

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