Jovens precisam da salvação e da certeza da vida eterna

Foto: Arquivo pessoal

A frase é da escritora Priscila Laranjeiras, autora de 46 livros cristãos, e com vasta experiência para o público jovem: “podemos voar e escrever o que Deus colocar em nosso coração para o coração de nossos jovens leitores”

Autora de uma vasta literatura cristã, 46 no total, a escritora Priscila Laranjeiras vem se destacando no meio evangélico do Brasil por suas palestras voltadas para o publico adolescente/ jovem, entre 9 e 16 anos. “Me converti aos 6 anos, batizei aos 13 e desde então sempre estou ministrando para esse público”, disse.

Em suas publicações, são abordagens temáticas modernas, atuais e uma linguagem dinâmica. Um deles, tem feito sucesso Brasil, sobretudo para as meninas adolescentes. É a série “Se liga garota”. “É uma conversa de mãe à luz da Bíblia, mas sem ser chata”, explica a autora.

Além do público jovem, há 27 anos Priscila também atua na implantação de pequenos grupos, que pode ser chamado de células nas igrejas evangélicas. O best-seller “Como implantar, Desenvolver e Manter Grupos Pequenos Fortes e Saudáveis”, teve mais de 150 mil exemplares vendidos. “Esse livro foi o que mais impactou a vida da liderança e tem promovido a implantação de grupos de comunhão nas igrejas”, contou.

Membra da Igreja Batista Getsêmani, de Belo Horizonte (MG), Priscila Laranjeiras será palestrante no Congresso Nacional de Escolas Bíblicas, nos dias 29 e 30 de março, em Vitória (ES). O tema que ela vai ministrar é “A linguagem que fala a mente e ao coração do jovem e adolescente”.

Comunhão – Com base na Bíblia, como deve ser a linguagem para se falar com jovens e adolescentes hoje?

Priscila Laranjeiras – A linguagem precisa ser dinâmica, criativa e atual. Precisamos aliar os valores e princípios bíblicos com frases e expressões do universo dos adolescentes e jovens. Não podemos descartar a riqueza das produções seculares, mas devemos atentar para o que há de mensagem, explícita ou implícita, no que está sendo mostrado. Devemos abusar dos recursos lúdicos, audiovisuais, pois estamos competindo com gente extremamente competente. A Palavra de Deus tem aventuras, dramas, princesas, heróis, vilões, enfim há diversidade de assuntos. Precisamos tratar os temas bíblicos de maneira a cativar e manter a atenção.

Que tipo de cuidado o professor deve ter ao ensinar a Palavra de Deus para essa faixa etária que é tão melindrosa e facilmente se deixa levar elos prazeres do mundo?

Não gosto de taxar adolescentes e jovens com adjetivos que os depreciem. Eles são naturalmente curiosos e somos nós quem devemos direcionar essa curiosidade para assuntos que edifiquem. Ao ensinar o professor deve ter convicção do que ensina e estar atento à linguagem que utiliza. Hoje tudo pode causar polêmica, por isso, é preciso preparo. Conseguimos “requentar” mensagens para adultos, mas quanto mais jovem, mais preparo e recursos.

Educar os filhos na presença do Senhor não é fácil e é justamente na adolescência que vem aquela mistura de expectativa, ansiedade e medo. Como os pais podem educar o jovem cristão?

Educar na Palavra de Deus requer vida, exemplo cristão. Não adianta apenas criar o hábito de ir aos cultos, é preciso demonstrar aos filhos que vivemos o que pregamos. Expectativas são sempre difíceis de serem correspondidas, mas quando somos autênticos, transparentes eles aprendem. Fé é algo que se vive e que se expressa nas atitudes. Não há como ensinar a teoria sem aliar prática.

Além dos pais, como ser um bom professor dessa etapa tão importante da vida nos caminhos do senhor?

Um bom professor consegue transmitir o conteúdo misturando teoria, testemunho pessoal, uma boa pitada de humor, ilustrações cativantes, mas acima de tudo transmitindo a verdade da Palavra de Deus. A Bíblia é um livro para a vida, é o Livro de Deus e nela encontramos tudo o que precisamos para o viver diário, além disso, a Bíblia traz Esperança, que é o próprio Senhor Jesus. Meu conselho? Apaixone-se pela Bíblia e será um bom professor.

E como ser um adolescente/jovem que faz diferença na sociedade como servo de Deus?

Quando eu tinha 17 anos era locutora de rádio em uma cidade do interior de Minas. Uma amiga me disse que eu era muito legal e não parecia crente. Ao invés de me alegrar eu me preocupei profundamente com o que minhas atitudes e aparência estava comunicando. Para fazer diferença o jovem pode começar praticando gentileza, dando atenção, com ouvidos sempre prontos para ouvir e principalmente servindo ao Senhor com alegria, participando dos cultos de celebração.

Você é autora do livro “Pequenos Grupos” que traz um guia para obter integração, desenvolver relacionamentos e ter crescimento na igreja. Esta é uma forma de atrair e conquistar ainda mais a juventude perdida?

Tenho vários livros para Pequenos Grupos e creio que esta estratégia é de Deus. O Pequeno Grupo existe para relacionamentos significativos, pastoreio mútuo, discipulado e crescimento numérico, entretanto, o objetivo final é ganhar almas para Jesus. A missão do Pequeno Grupo é literalmente “saquear o inferno e povoar as regiões celestiais”.

A série “Se liga, garota”, voltada especificamente para meninas adolescentes, tem feito muito sucesso nas igrejas evangélicas do país por desenvolver uma temática moderna e atual. Do que trata a mensagem principal dos livros e quais os resultados?

Foto: Arquivo pessoal

A série, que era para ser apenas um livro, trata de assuntos do dia a dia da menina. É uma conversa franca e divertida sobre coisas de garotas.

São as conversas que tive com minha filha à medida que ela ia crescendo. As histórias são reais, apesar de algumas adaptações e a linguagem fala ao coração, pois é do universo delas.

Os livros falam de amor, amizade, beleza, sonhos, segredos, perdas e ganhos. Em todos os livros falo muito sobre garotos, pois nesta idade eles não saem da cabeça das meninas, mas minha abordagem é extremamente cristã evangélica.

Como mãe de menina, acredito sinceramente, que elas têm um grande poder e um potencial ainda maior de ajudar o mundo a ser um lugar melhor para se viver, pois a suavidade, a inteligência e a sensibilidade feminina são contagiantes. Os resultados são prazerosos. Pastores que tinham preconceitos, pois no primeiro livro usei no título a palavra amassos, ao lerem entenderem que não estou ensinando as meninas a se amassarem, pelo contrário, a intenção é ensinar a se preservarem. É uma conversa de mãe à luz da Bíblia, mas sem ser chata.

Além disso você é autora com 44 livros cristãos com temáticas diferentes. Qual deles mais te impactou e que acredita tenha feito a diferença na vida das pessoas?

O meu livro best-seller é o Como implantar, Desenvolver e Manter Grupos Pequenos Fortes e Saudáveis (mais de 150 mil exemplares vendidos) e preciso dizer que ele é o que mais impactou a vida da liderança e tem promovido a implantação de grupos de comunhão em inúmeras igrejas pelo país afora. Muitos pastores me dizem o quanto o livro, escrito em uma linguagem extremamente simples e direta os ajudou a entender todo o processo e como funcionam os pequenos grupos. O que mais me impactou foi “Sonhos, segredos e sucessos”. Não abordei suicídio, mas falei de divórcios, automutilação, bullyng e, graças a Deus e ação transformadora do Espírito Santo de Deus, muitas meninas se identificaram.

De onde vem essa paixão pelos livros, a inspiração para a escrita deles e onde quer chegar?

A paixão pelos livros vem deste que meu pai, quando eu tinha quatro anos, me ensinou que todas as palavras são formadas por sílabas, ao me ensinar a ler, ele me abriu um mundo de possibilidades. A inspiração vem do Senhor, que é fonte inesgotável. Não fico um dia sem ler e sem escrever. É um hábito maravilhoso que faz parte de mim. Estou escrevendo romances para adolescentes e jovens. Onde quero chegar? Onde Deus quiser que eu vá.

O que te move ministrar e principalmente escrever para jovens e adolescentes? Acha que falta publicações específicas para esse público na literatura cristã? Por quê?

Foto: Arquivo pessoal

O meu maior motivo para continuar ministrando aos jovens e adolescentes é comunicar Jesus, pois eles precisam da salvação e da certeza de vida eterna.

Tudo aqui é passageiro e o nosso destino deve ser a cidade celestial e isso os jovens e adolescentes entendem. Falta literatura cristã evangélica que os façam se apaixonar pelo que leem, mas felizmente já há muita coisa boa no mercado.

Temos que escrever mais e melhor, pois a concorrência é com tronos, dragões, bruxos, bananas, romances e todo o tipo de assuntos. Tendo a Bíblia como base podemos voar e escrever o que Deus colocar em nosso coração para o coração de nossos jovens leitores.

Qual mensagem deixaria hoje para os jovens que estão perdidos, desviados e afastados de Deus?

Volte depressa para o Senhor, pois Ele é o melhor amigo que alguém pode ter! Ele pode até ser “invisível”, mas é real. Você pode falar tudo para Jesus, pois Ele está ali pertinho, do seu ladinho. Os caminhos do mundo conduzem a abismos e são sinistros, mas Jesus é alegria, paz e esperança. Não dá nem para comparar! E se a igreja não te receber bem, seja você o instrumento de integração.


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