RJ: Pastores pedem respeito com a comunidade

Soldados do Exército ocuparam as ruas do Rio. Foto: Agência Brasil

Soldados do exército estão nas ruas da capital fazendo abordagens. Pastores evangélicos são a favor, mas pedem respeito com a comunidade.

O decreto de intervenção Federal foi aprovado pelo Congresso na última terça-feira (20). Mas os soldados do exército estão nas ruas desde o dia 17, um dia depois da assinatura do decreto presidente Michel Temer de intervenção na segurança do Rio.

Desde então, tropas das Forças Armadas são vistas fazendo o policiamento em vários trechos da capital. Homens do Exército fazem abordagens à população. A situação tem deixado os cariocas tensos.

Pastor Michel Medeiros. Foto: Facebook

Mesmo assim, muitos aprovam a intervenção. O pastor Michel Medeiros, lidera a Igreja Comunidade da Cruz, em Cidade de Deus. Um dos locais de conflito entre policiais e traficantes.

“Eu sou a favor da presença do exército porque vai estabelecer uma segurança, mas seria temporiamente. Nós carecemos de um plano de segurança pública para solidificar a segurança e a paz depois que o exército deixar o seu trabalho”, afirmou o pastor.

Projetos sociais

O pastor Fabiano Moura, lidera a Igreja Voz do Amor, na Comunidade Chapéu Mangueira em Copacabana Babilônia Leme há 9 anos. O local também é dominado pelo tráfico. Mas os índices de violência tem diminuído por conta de projetos sociais desenvolvidos por ONGS.

“Estou dentro de uma comunidade onde o tráfico de drogas está predominando, do lado do comando vermelho. Mas estamos fazendo um trabalho social junto com os jovens da comunidade, de libertação e transformação de vida. Isso tem feito a diferença. A intervenção é importante. Mas creio que o Senhor está fazendo alguma coisa.

Respeito à comunidade
Casal de pastores Flordelis e Anderson Carmo. Foto: Reprodução

O casal de pastores Flordelis e Anderson Carmo usaram o Youtube para se pronunciar sobre a intervenção federal no Rio. Eles fizeram um apelo ao presidente Michel Temer. Ainda pediu consciência ao comandante Walter Souza Braga Netto.

“O senhor deixou bem claro que só faria a intervenção se fosse para solucionar o problema. Então o faça e o faça direito. Que haja uma reforma na política. Não dá mais para a polícia prender e o sistema judiciário soltar”, declarou.

Flordelis admitiu que a violência na cidade é preocupante. Mas pediu respeito aos soldados do exército nas abordagens. “Nós somos nascidos e criados em uma favela, nos conhecemos nela, nos casamos e adotamos os nossos 55 filhos em uma comunidade. Então sabemos bem quantas vezes a abordagem é abusiva. Ganhem a confiança dos moradores. Nós sabemos que é difícil, mas pedimos ao interventor que oriente os soldados para tratá-los com respeito”, defendeu o casal.

Os líderes ministeriais pediram que a intervenção alcance os bairros. “O poder está na mão do povo neste ano de eleições para que essa intervenção não seja mais uma cortina de fumaça”, concluiu Flordelis

Vídeo Flordelis e Anderson Carmo


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