Igrejas Evangélicas negam apoio a PT

Fernando Haddad (PT) em evento com pastores evangélicos. Foto: Reuters/ Amanda Perobelli

Candidato do PT se reuniu com lideranças evangélicas nesta quarta (17) em São Paulo, onde prometeu não liberar aborto ou legalizar drogas. Lideranças de algumas denominações dizem que não foram no encontro.

Um encontro entre pastores e membros de algumas Igrejas Evangélicas do país com o candidato à presidência, Fernando Haddad (PT) na última quarta (17) tem gerado polêmicas. O presidenciável se reuniu em São Paulo e se comprometeu com temas conservadores.

No entanto, principais lideranças das igrejas vieram a público para esclarecer que não se associaram ao candidato petista nas eleições presidenciais. E desmentiu o apoio a Fernando Haddad.

Convenção Batista do Estado de São Paulo

A Convenção usou o instagram para emitir uma nota esclarecendo que não enviou representantes para o encontro. Mas cada um tem livre escolha de voto.

“Os pastores batistas presentes no encontro, sejam como expositores, sejam os que foram citados, também não falam em nome da CBESP. Dentro do histórico e centenário modo batista de pensar, acreditamos que cada pessoa tem o direito de exercer sua escolha e voto conforme a sua consciência”, diz a nota.

Confira a Nota 

Igreja Presbiteriana do Brasil

Nesta quinta (18) a Igreja Presbiteriana do Brasil divulgou nota dizendo que não se reuniu com o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, nesta quarta-feira (17). A Congregação informou que não exerce política partidária.

Nota de Esclarecimento

Desde ontem (17/10), as redes sociais oficiais da IPB, receberam muitos questionamentos sobre a posição da igreja em relação ao segundo turno das eleições presidenciais, alegando que os meios de comunicação veicularam matéria sobre encontro de autoridades evangélicas com um dos candidatos à presidência da república e que haveria um suposto apoio da Igreja Presbiteriana do Brasil a este candidato. Esclarecemos que a Igreja Presbiteriana do Brasil não participou e nem mesmo foi convidada para participar do evento.

Reiteramos que a Igreja Presbiteriana do Brasil não é apolítica, porém, também não é político-partidária. Entendemos que os membros de nossas igrejas e seus oficiais e ministros têm liberdade de escolha nas eleições e a Igreja, de maneira alguma indicará em quem se deve ou não se deve votar. Porém acreditamos que o exercício do dever cívico deve ser feito debaixo de orientação de Deus e de princípios estabelecidos nas Sagradas Escrituras.

Dessa maneira, ainda que algum membro, oficial ou ministro da Igreja Presbiteriana do Brasil declare publicamente seu voto ou participe de eventos realizados por políticos ou partidos, isso não representa a Igreja Presbiteriana do Brasil.

Conclamamos o povo Presbiteriano e todos os cristãos do nosso país a continuarem orando pelo futuro de nossa nação.

Rev. Roberto Brasileiro – Presidente do Supremo Concílio da IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL

CGADB

O presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), pastor José Wellington Júnior, divulgou um vídeo manifestando apoio a Jair Bolsonaro (PSL) em nome dos pastores que compõem a denominação.

“Optamos por apoiar ao candidato Jair Bolsonaro pelo respeito que o mesmo demonstra para com a família e a Igreja, sendo contra a ideologia de gênero, legalização das drogas, aborto e tantos outros itens que vem contra o que nos ensina a palavra de Deus”, justificou.

Igreja Metodista

A Igreja Metodista também divulgou um comunicado para esclarecer que não enviou um representante para apoiar o candidato Fernando Haddad (PT). O texto diz que a denominação “não apoia nenhum candidato ou candidata de maneira específica” e que se, eventualmente, houvesse uma manifestação nesse sentido, “seria contrário à orientação dada pelo Colégio Episcopal sobre as eleições”.

O documento reforça que os pastores da Igreja que participaram do encontro o candidato não tinham autorização para falar em nome da denominação. “Esperamos que os pastores não se utilizem de sua função para induzir o rebanho a voto ou a posicionamento contra ou a favor de ninguém. Neste tempo de debates intensos e muita controvérsia, também é parte de nossa tarefa a luta intensa pela manutenção da unidade da Igreja e do respeito cristão aos espaços da democracia”, diz a nota.

Confira aqui a nota na íntegra da Igreja Metodista


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