África – Mais de 700 igrejas fechadas em Ruanda

Uma das igrejas fechadas. Foto: MozLife

Na última terça-feira (6), a polícia deteve seis pastores. Eles foram acusados de conspirar contra o governo ao desafiar as ordens de fechamento das igrejas.

Ao todo, 714 templos foram fechados em Kigali, capital de Ruanda, na África. A ordem foi do executivo-chefe do Conselho de Governança do governo, Anastase Shyaka. Segundo ele, a ação tinha como objetivo “honrar a Deus”. O governo também alega que os templos  violam leis de “segurança na construção”, higiene e barulho.

“Isso significa que, se somos cristãos, o local onde adoramos deve cumprir os padrões que mostram respeito a Deus”, afirmou Shyaka ao jornal ruandês de língua inglesa, ‘New Times‘.

Muitos templos fechados eram pequenas igrejas pentecostais. São mais de 1.300 igrejas em Kigali, capital de Ruanda, uma cidade de quase 1,2 milhão de pessoas.

Segundo o bispo luterano Evariste Bugabo, a ordem de fechamento não visa qualquer denominação. “É uma questão de higiene e segurança para os membros da igreja. Enquanto as igrejas se multiplicaram muito rapidamente em Ruanda, aquelas que cumpriam os requisitos estão seguras”, declarou.

David Himbara, um defensor de desenvolvimento internacional ruandês com sede no Canadá, chamou de falsa a justificativa do governo para o fechamento das igrejas e disse que o verdadeiro motivo é o medo.

“Kagame controla firmemente a mídia, os partidos políticos e a sociedade civil em geral”, escreveu Himbara. “As igrejas constituíam o último espaço aberto a ser dominado. Kagame sabe disso. A comunidade de igrejas locais ofereceu um pequeno espaço para ousar imaginar e falar sobre mudanças”.


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