A igreja pode ampliar sua relevância na comunidade

Foto: Arquivo Comunhão

As palavras são do escritor e conferencista, pastor Nelson Júnior, idealizador do Ministério “Eu escolhi esperar”. Ele toma posse como presidente na nova diretoria da Associação de Pastores de Vila Velha, no dia 25 de fevereiro.

Após passar por vários estados do Brasil liderando igrejas, além de ter construído uma rede ministerial com mais de 5 milhões de seguidores na internet através do ministério “Eu escolhi esperar”, o escritor, palestrante e capelão internacional, o pastor Nelson Júnior é o novo presidente da Associação Pastores de Vila Velha (ES), a APEVIVE.

A posse da nova diretoria da Associação será no próximo dia 25 (segunda-feira). Em entrevista à Comunhão, Nelson Júnior falou de suas expectativas para o novo trabalho que vai exercer no ministério pastoral e a função da igreja no contexto social na promoção de seus membros.

Como pretende exercer o trabalho de presidente de uma associação de pastores?

Eu sou membro da associação de pastores desde a sua fundação em Vila Velha. Também já tive oportunidade de ser presidente Associação de Pastores da Grande Vitória (APGV), em 2004 e esse ano coloquei a disposição da Associação para cooperar para o próximo biênio. Queremos dar continuidade ao bom trabalho que as gestões anteriores já fizeram. A Associação tem uma representatividade e um reconhecimento dos órgãos públicos grande e tem tentando caminhar de forma pacífica e colaborativa. O nosso desejo é tentar trazer uma renovação, dando continuidade no trabalho e ampliar com novas ideias. Queremos fortalecer a Associação como entidade. Uma das ações que pretendemos fazer é aumentar a filiação de pastores no órgão para isso vamos ao encontro deles. Também vamos dividir por regiões que contemplam vários bairros. Vamos criar núcleos de coordenação onde vamos estar mais próximo de cada bairro e ao mesmo tempo das igrejas. Vamos ouvir mais de perto e saber entender a dor e o desafio que cada localidade enfrenta para o crescimento de sua comunidade e como nós poderíamos servir de uma forma mais eficiente. Também temos o desejo de promover ações que cooperem e dê ao pastor ferramentas que ajude o pastor nesse sentido. Pretendemos trazer palestras com convidados de outros estados e também apresentar ideias que estão dando certo em outras cidades do Brasil, que sejam uma bênção para as igrejas do nosso estado. Além disso tudo iremos realizar congressos, conferências e treinamentos para a liderança da igreja para abençoar a igreja.

O papel da Igreja é cumprir o “Ide” e essa missão prioritária é inegociável, mas há denominações que tem deixado o motivo de existir de lado em frentes que não são as determinadas pela Bíblia. Como o senhor avalia isso?

Temos ciência dessa realidade mas como Associação de pastores e suas propostas estatutárias de sua natureza, esse é um ponto que não compete a ela. A entidade tem como foco promover a comunhão entre os ministros e não interferir na vida de uma igreja local.

Como uma associação de pastores, que envolve várias denominações com doutrinas diferentes, pode se juntar para fazer a diferença e cumprir o Ide?

Há muitos anos a APEVIVE vem zelando pela boa convivência e comunhão. Um dos melhores caminhos que a Associação encontrou para não ter esses conflitos doutrinários é que ao invés de darmos ênfases às coisas que nos afastam, priorizarmos ao que termos que nos une. Sempre demos foco à unidade, a política da boa vizinhança e sempre primando pelo relacionamento independe das questões peculiares de cada denominação. Percebemos que ao longo dos anos a Associação tem sido bem sucedida nesse sentido.

De que forma a igreja pode ser relevante na sociedade se, perder a essência e conquistar mais pessoas para Cristo?

Acredito que um dos caminhos ideais é a igreja cumprir o seu papel social por que ela agindo socialmente não anula o fato dela ser um agente evangelizador. A igreja pode ampliar sua relevância na comunidade onde está inserida a partir do momento que ela também desenvolve projetos e ações que busque abençoar o bairro onde ela está e envolva a comunidade local onde ela está inserida. Isso é feito através de ações no bairro, por exemplo, que contemple e abençoe os vizinhos, além de tentar resolver supostos conflitos que podem gerar um certo tipo de animosidade entre a Igreja e as pessoas que são vizinhas a ela como uma equipe de apoio externo para que o vizinho não se incomode em ter alguém estacionando em sua garagem. São pequenas ações que torne a igreja relevante no contexto que ela está inserida.

De que forma a igreja e a associação de pastores podem contribuir para a intervenção comunitária no sentindo de agente transformador?

A Igreja pode se aproximar da sociedade civil organização, ONGs, órgão público, mas numa posição diferente, não como uma pedinte ou para pleitear benefícios próprios, mas abrir um diálogo para saber como podemos abençoar e nos envolver com a cidade. Muitas vezes temos iniciativas locais que são interessantes mas não vem ao anseio ou a dor a que aquele ambiente exige. A melhor maneira é através do diálogo. Temos de nos aproximar para dizer que estamos à disposição, abrindo o caminho de diálogo para que juntos possamos somar por uma cidade melhor.

Nova diretoria APEVIVE

Dia: 25 de fevereiro (segunda-feira)
Hora: 20h
Local: Igreja Batista Filadélfia em Vila Velha.


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