A igreja conectada na terra, mas desconectada com o Céu

Foto: Michael Bolzan

A declaração é do missionário Kirk Bennett do Ministery International House of Prayer (Casa de Oração), dos EUA. Ele diz que os “milagres tem acontecido pelo mundo, mas a igreja tem fechado os olhos para Deus”

O pastor Kirk Bennett do Ministery International House of Prayer, o IHOP (Ministério Casa de Oração), da cidade de Kansas City, Missouri (EUA), está em turnê missionária pelo Brasil. Ele já passou por duas capitais brasileiras. E neste domingo (22) esteve na Primeira Igreja Batista em Goiabeiras, Vitória-ES, para o lançamento do Festival Amplifique que acontecerá em novembro na PIBG.

O missionário conversou com a Comunhão e compartilhou sobre o que Deus tem revelado por onde o Ministério tem passado pelo mundo. E disse também que a igreja contemporânea não consegue enxergar os milagres por não separar tempo para uma verdadeira intimidade com Deus. Confira.

Como surgiu o Ministério IHOP? E como o trabalho é realizado?

– Houve um longo histórico de profecias antes das profecias acontecerem. E essas palavras proféticas vieram pelo pastor Mike Bickle. E uma das profecias era que Deus irá ter orações dia e noite interruptos. No espírito do tabernáculo de Davi, na cidade de Kansas City, a chama uma vez acessa não irá se apagar no altar até Jesus voltar. Foi através dessas profecias que surgiram muitas outras que nos fez entender que Deus está convidando a gente a combinar adoração com oração dia e noite. Oramos para que possamos acontecer um grande avivamento nas nações, tornar Israel útil para Deus! Também as outras nações. Essas palavras proféticas começaram a surgir no início da década de 1980, então a igreja começou a fazer reuniões de orações três vezes ao dia. E em 1999, umas 100 pessoas saíram da igreja para focar totalmente no clamor de oração ao Senhor. Então começamos a orar 12h por dia e alguns meses depois conseguimos orar 24h por dia.

O objetivo é criar uma atmosfera de encontro com Deus nas cidades através da oração e adoração.

– Nós começamos numa pequena cidade chamada Grandview, os relatórios da polícia diziam que a criminalidade naquela área, era pior área de violência na cidade inteira. Dois anos depois que começamos o trabalho, saiu outro relatório da polícia, aquela mesma área tinha o menor índice de violência em toda a cidade. Tínhamos também salas de cura, onde as pessoas realizavam um cadastro, contavam o pedido de oração ou de cura. Depois retornavam para compartilhar qual resposta eles tiveram de Deus. Com isso observamos que 50% das pessoas estavam sendo curadas. Isso é muito maior do que qualquer médico consegue nos consultórios.

– Também começamos a perceber que eles moravam no mesmo endereço da Casa de Oração, no qual, número de curas aumentou. Então vimos que era as maravilhas de Deus que acontecia, mudando totalmente atmosfera da cidade. Nossos missionários são todos voluntários. Logo, eles têm que se auto sustentar, as vezes com muita dificuldade. Todo final de semana, 50 a 100 missionários da nossa base estão viajando ao redor do mundo.

Por que isto acontece nesses lugares de extremas necessidades e não vemos no Brasil? Qual o fator preponderante?

– A minha primeira resposta a respeito disto é que as pessoas estão ocupadas de mais para gastar tempo com Deus. E os ministérios atuais são baseados em modelos empresariais desde de 1980. Todo lugar que vou, cidade grande ou pequena, lugares remotos, encontro pessoas que estão recebendo a mesma informação de Deus. Eles não sabem ao certo como trabalhar, mas eles trabalham com o que têm nas mãos. Acredito que isto seja um movimento global. Já estive em Seul, na Coréia do Sul, onde se tem uma obra firme e há várias casas de oração. Outras cidades também tem realizados trabalhos assim como Atlanta, Georgia, Nova York, Los Angeles, e até mesmo no Brasil.

– Existe sim o mover das orações nesses lugares, mas a maioria se concentra em lugares pequenos. As pessoas estão muito ocupadas para Deus. Ele está convidando as pessoas e nós estamos dizendo não obrigado. É triste falar mas, infelizmente o que estamos fazendo como igreja não está de fato mudando o país. Jesus falou: “a minha casa será casa de oração”. Acredito pessoalmente que se nós não estamos orando, nós não estamos na casa de Jesus, porque Ele é quem define como é a casa dEle. Ele não definiu a sua casa como casa de evangelismo, Ele não chamou a sua casa de nada além de Casa de Oração e esta é a casa de Deus.

A solução para mudarmos esse quadro seria só quando o crente separar um tempo para Deus?

– Creio que sim. Deus está nos chamando para perto dEle e nos preparar para o que está vindo. Quando vejo a profecia de Isaías 60: ‘vejam, as trevas estão cobrindo a terra, grandes trevas sobre as pessoas’. Sou cristão há 45 anos, e acredito que estamos perto da profecia de Isaías 60. Virá profundas trevas sobre o povo, mas a glória do Senhor vai se levantar sobre a igreja. E acredito que estamos no princípio disto.

Ainda há um verdadeiro dom de revelação? Como trabalhar este dom? E como descobrir se é falso ou não?

– A bíblia deixa bem claro que existe os dons de revelação. Na primeira carta aos corintios 12, Paulo dá uma lista de 9 dons que não estavam só sobre os apóstolos. Em Atos 11, um profeta chamado Ágabo profetizou que uma fome estava vindo. Percebemos aí claramente o novo testamento o dom sempre existiu. Eu vejo várias pessoas que trabalham o dom de revelação. Então a Bíblia fala que acertar a profecia é apenas um dos fatores para conferir se é verdadeiro ou falso. Mas existe outro fator determinante, que tem a ver em como a pessoa responde a profecia e também com o desejo da pessoa de se aproximar de Deus. Acredito que possa existir uma profecia bem certeira de falsos profetas. Jesus nos advertiu que isso acontecerá até mesmo dentro da igreja. Em Matheus 7: ‘eles irão profetizar em meu nome, irão acertar, mas eu direi, apartai-vos de mim’, pois não estavam em intimidade com Deus.

– Então, o que faz ser um verdadeiro profeta não é só acertar a profecia, é ter intimidade. Para as pessoas receberem a profecia, é também a mesma coisa. A profecia tem como finalidade nos aproximar de Deus. Ela em si é só um instrumento de Deus. A profecia vem em partes ou em pedaços. Paulo vai dizer em 1 Co 13: ‘o que nós conhecemos em partes também profetizamos em partes’.

– Portanto, quando recebe-se uma profecia, é um pedaço que serve para te levar a uma intimidade com Deus. Peça uma confirmação, por mais compreensão, então ali estará se relacionando mais com Deus. A profecia estará produzindo o que ela é feita para produzir. Em 1 Co 14,3: diz que a razão principal da profecia é identificar, exortar e confortar, esse é o propósito do dom. O exagero disto é má intenção ou manipulação que não é o propósito da profecia, como também, ficar revelando pecado, o quão ruim a pessoa é. Mas o oposto é trazer pessoas para Deus. Por conta disto, se as pessoas errarem isso fara delas um falso profeta? Não necessariamente. Pode ser que eles erram a profecia ou sejam ainda imaturos. Paulo diz o seguinte: ‘os maduros têm que ajudar a julgar e discernir, profetas é igual a qualquer outro, precisa ser discipulado nos dons e no caráter’.
Haverá muitos falsos profetas que vão acertar.

– Por isso não dá para afirmar, acertou é bom profeta, errou é um falso profeta. Falsos profetas são descobertos por pessoas que também têm o dom de discernimento. Alguns são imaturos e outros são falsos mesmo.

Acesse aqui para conhecer melhor o Ministério International House of Prayer.


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