Igreja protestante chinesa sofre perseguição

Pastor Jin Mingri da Igreja Zion em Pequim. REUTERS/Thomas Peter

Autoridades têm assediado fiéis para não frequentarem a congregação

A igreja chinesa de Sião em Pequim, uma das maiores igrejas protestantes da cidade, tem operado com relativa liberdade por anos, hospedando centenas de fiéis todo fim de semana em um amplo templo especialmente reformado no norte de Pequim.

Mas em abril, autoridades da cidade pediram à igreja que instalasse 24 câmeras de circuito fechado de televisão (CCTV) no prédio para ‘segurança’, disse o pastor-chefe de Zion, Jin Mingri, à agencia Reuters.

“Eles queriam colocar câmeras no santuário onde adoramos. A igreja decidiu que isso não era apropriado. Nossos serviços são um tempo sagrado a Deus”, concluiu o pastor.

Quando a solicitação foi recusada, a polícia e agentes de segurança do estado começaram a assediar os fiéis, chamando-os, visitando-os, contatando seu local de trabalho e pedindo-lhes que prometessem não ir à igreja, segundo declarações da igreja e entrevistas com os fiéis.

Divulgação

A Constituição da China garante a liberdade religiosa, mas desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder em 2012, Pequim restringiu as restrições às religiões vistas como um desafio à autoridade do Partido Comunista.

O escritório de assuntos religiosos da China e o Ministério da Segurança Pública não responderam aos pedidos por comentários enviados por fax.

O governo chinês diz que é necessário maior supervisão das atividades religiosas para regular os fiéis e facilitar o culto, bem como para impedir que as forças estrangeiras influenciem os assuntos internos da China usando o disfarce da religião.

*Com informações do portal Christian today.


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