Não abro mão do Natal

Nascimento de Jesus
Divulgação

Que o Natal que celebramos nos dias de hoje já não é mais o mesmo que nossos avós celebravam, disso ninguém duvida. Os apelos comerciais e econômicos são maiores que os sonhos das pessoas.

O padrão é ganhar presentes, comprar, adquirir, receber, muito mais do que cultivar relacionamentos. Dessa forma, a razão do Natal está sofrendo a inversão de prioridades. Está completamente desprezada e negligenciada.

Li recentemente uma notícia que me surpreendeu. Uma grande empresa brasileira mandou fazer todos os seus cartões temáticos para a época trocando a frase “Feliz Natal” para simplesmente “Boas Festas”. Afirmam os responsáveis que “Feliz Natal” é uma afirmativa cristã e, hoje, no tempo do pluralismo religioso, isso poderia soar culturalmente incorreto.

Não basta tirar Jesus do Natal, a sociedade também quer evitar qualquer sentimento religioso nessa época. Como diz a música da Globo: é tempo de festa! (e não de Jesus). Interessante que nós, os cristãos, concordamos com isso passivamente, sem espernear, sem “rolar nenhum barraco” e, de certa forma, até concordando com toda essa mudança.

Não abro mão. Eu quero o Natal de meu tempo de criança de volta. Quero contemplar crianças alegres só de ouvirem mais uma vez a história do nascimento do menino Jesus. Quero de volta a emoção de ver José e Maria chegando à estrebaria, colocando o Messias na manjedoura. Quero assistir aos pastores de Belém se ajoelhando ao redor do Príncipe da Paz. Quero ver a adoração dos Reis Magos entregando seus tesouros ao Rei dos reis. Será que estou pedindo muito? Quero o Natal em que Jesus ocupa o lugar central, o verdadeiro lugar.

Pr. José Ernesto Conti


A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.