Filhos cheios de fé em Deus

Assim nos ensina a Palavra de Deus: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” – Efésios 6.4.

Ninguém pode subestimar o papel dos pais na formação espiritual dos seus filhos. A Bíblia, a revelação de Deus, afirma que a criação deve ser na disciplina e na admoestação do Senhor. O conceito é de prover alimento, sustento e nutrição ao mesmo tempo em que se deve orientar e corrigir no Senhor. Entendo, portanto, que a fé dos pais é sustento para a fé dos filhos.

Em sua obra “Estágios da Fé”, James Fowler estabelece alguns estágios bem interessantes. Ele classifica como estágio 2 a fé mítico-literal, que envolve crianças entre 6 e 11 anos. Nesta fase há uma procura pela fé dos pais e líderes. No estágio 3, fé sintético-convencional, há uma dependência da capacidade de pensar abstratamente.

A fé é trabalhada na perspectiva de relacionamentos. Nessa época, entre 12 e 17 anos, pode surgir a nossa imagem de Deus. O estágio 4, fé individual-reflexivo, geralmente acontece na parte final da adolescência, a partir dos 18 anos. Há nesse estágio um bom questionamento da fé e de sua formação.

Essa capacidade de reflexão resulta em posicionamentos firmes e fundamentação da fé.
Em todas as fases referidas, percebemos a importância dos valores adquiridos ao longo do caminho. Observe que entre 6 e 11 anos o impacto dos pais é fundamental na formação cristã dos seus filhos. É primordial que os pais invistam tempo para o estudo da Bíblia junto com seus filhos. Nada substitui a presença dos pais ao lado dos seus filhos para ler a Palavra, contar histórias bíblicas, orar e até cantar, quando possível. Além desse exercício diário e em casa, é de vital importância estar com os filhos na igreja. O senso de comunidade, de aulas especiais, lições práticas adquiridas na igreja acompanharão seus filhos para sempre. Assim, é indispensável  estar presente aos cultos e sempre  chegar na hora certa. Para o adolescente, estágio 3, a formação de relacionamentos saudáveis é fantástica. Eles são gregários, gostam de grupos e de turmas.

Esses núcleos são formados com base na identificação. Eles já têm seus grupos na escola, no condomínio e em outros lugares. Na igreja, o grupo se forma em razão da frequência e de oportunidades para a criação de vínculos, como na Escola da Palavra, em encontros, retiros e passeios. O estágio 4 anuncia um período de reflexão, em que é valioso aprender a ouvir e a buscar respostas. Ao decidir sobre bases sólidas, mesmo as mais pesadas pressões não serão capazes de mudar suas opiniões.

Em todo esse processo, que dura muito tempo, a participação dos pais é essencial. Não podemos terceirizar a responsabilidade para outros. A igreja é também um excelente agente para ensino, fortalecimento da fé e encorajamento. Ao somarmos forças, pais e igreja, teremos filhos cheios de Deus, que saberão dizer “não”, quando necessário, e serão missionários de Jesus onde estiverem. Muitos pais investem financeiramente na formação intelectual e profissional de seus filhos, o que sempre é apreciável, mas não podem perder a oportunidade de ensiná-los no caminho de Cristo. Encerro dizendo aos que acreditam que o tempo passou e já não mais têm a mesma chance que outros: recomecem hoje; independentemente da idade de seus filhos, falem do amor de Deus, mostre com sua vida, atitudes e através da Bíblia o maravilhoso Evangelho de Jesus.

Rev. Jr. Vargas

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita

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