Fevereiro Laranja acende o alerta para a Leucemia

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Uma forma de combate eficaz é o diagnóstico precoce, por meio da realização de exames anuais, em especial o hemograma.

O segundo mês do ano marca o período de conscientização sobre a leucemia, com ações que visam o combate à doença. Fevereiro Laranja, como é conhecido, marca o mês de combate a um tipo de câncer sanguíneo.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que as estimativas de novos casos são de 10.800, sendo 5.940 homens e 4.860 mulheres (2018 – INCA).

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos. Uma das principais características é o acúmulo de células doentes na medula óssea, onde as células de sangue são formadas.

Entre os 12 tipos de manifestação dessa enfermidade estão a leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (CLL).

“As leucemias podem ser se agudas ou crônicas, ambas podendo ser linfoide ou mieloide, dependendo do tipo de glóbulos brancos. As agudas são as mais graves e necessitam de quimioterapia com urgência. As leucemias crônicas podem né precisar de tratamento como a leucemia linfoide crônica. A leucemia mieloide crônica é tratada com medicamento oral”, explicou a médica Carla Maria Boquimpani, hematologista do Centro de Excelência Oncológica, no Rio de Janeiro.

Existem diferentes sintomas para quem contrair a doença. Como parte dos indícios da leucemia aguda, o paciente se sente mal, podendo sentir fraqueza, sangramento e vômito. Já o caso crônico pode permanecer assintomático durante muito tempo.

Uma forma de combate eficaz é o diagnóstico precoce, por meio da realização de exames anuais, em especial o hemograma.

Tratamento

A Leucemia mielóide crônica (LMC) requer tratamento até o fim da vida. O tratamento da leucemia aguda dura em torno dois anos, dependendo do tipo de melhor prognóstico.

Se o caso for de risco alto, será preciso fazer transplante. O acompanhamento do paciente apos remissão da leucemia aguda deve ser até pelo menos cinco anos. O acompanhamento da leucemia crônica não tem fim.

Uma vez que a doença esteja sob controle, ela passará a ser controlada com medicamentos ou apenas sendo acompanhada sem critérios para tratamento.

A Leucemia crônica não tem cura. A aguda sim. Dependendo do tratamento, é possível que haja consequências ou sequelas, mais são muito específicas.

Cuidados

No dia a dia, o paciente necessita de cuidados, além do tratamento. A quimioterapia reduz a imunidade do paciente e, por isso, a recomendação é que ele evite lugares públicos, principalmente se tiver leucemia aguda.

A crônica não demanda muitas restrições. Após a cura, a vida pode voltar a ser completamente normal para quem enfrentou uma leucemia crônica.


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