Felicidade nunca mais!

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Outro dia me deparei com esta notícia no mínimo inusitada.

A Universidade de Oxford (Inglaterra) criou uma iniciativa batizada de “Global Priorities Project” (Projetos de Prioridades Globais), que chegou à seguinte conclusão: não é uma questão de “se”, mas de “quando” teremos uma pandemia que matará milhões de pessoas no mundo inteiro. Com esse alerta, vários países já estão criando organismos com a função específica de se preparar para encontrar soluções quando a praga ou a doença chegar.

Quem conhece um pouquinho o livro de Apocalipse não se assustará com essa linguagem. Os três níveis dos juízos de Deus (selos, trombetas e taças) deixam o assunto bem evidente. O próprio Jesus, em Seu sermão profético, fala sobre esses “acidentes” com a humanidade (Mt 24:7). Até Pedro, que não era muito ligado a essas catástrofes, avisa que “os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2 Pe 3:10).

Se a humanidade caminhasse no curso normal da “evolução das espécies”, era de se esperar que hoje, depois de tantas guerras, mortes, tragédias e do próprio desenvolvimento da ciência e da tecnologia, tivéssemos progredido um pouco mais; assim o homem estaria hoje melhor do que os bárbaros de 4 mil anos atrás. Mas não é isso o que vemos. Eles avisam que, apesar de existir o risco de um vírus alienígena, a maior ameaça ainda é o próprio homem, ou seja, cada dia que passa, nós estamos ficando mais bárbaros. Não espere nem aposte todas suas fichas na felicidade total da humanidade em 2100.

10 Mandamentos do Novo Testamento

Estava outro dia em uma roda formada por jovens e um deles, em tom de desafio, me perguntou: “Pastor, usando apenas o Novo Testamento, quais seriam os 10 mandamentos da Igreja?”. Disse para ele que acreditava que seriam 10 códigos de conduta, indicando como o cristão deveria se comportar diante dos desafios de hoje. O jovem insistiu: “Que códigos seriam esses?”

Essa não é uma tarefa fácil, mas como sou abusado e não tenho medo de errar, recitei (quase de cor) quais seriam os 10 códigos de um cristão do século 21:

1) Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho; 2) Precisamos estar preparado para responder a todo aquele que nos pedir a razão da esperança que há em nós. 3) Devemos sempre nos apresentar a Deus, aprovados, como obreiros que não têm do que se envergonhar e que maneja bem a Palavra da verdade. 4) Tenha cuidado de ti e da doutrina. 5) Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente. 6) Porque vos foi concedido o privilégio de padecer por Cristo e não somente crer nEle.  7) Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. 8) Somos feitura dele, criados em Jesus Cristo, para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. 9) Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas. 10) Compreenda que a amizade com o mundo nos torna inimigos de Deus. (Tenho dúvidas se Deus os colocariam nesta mesma ordem).

É óbvio que no final ele lascou uma direta: “Por que você não colocou o amor a Deus e ao próximo?” Respondi: “Já que sou eu que fiz os códigos, coloquei só os mais fáceis”.

Sem futuro

Outro dia me deparei com esta pergunta: como você deseja ser lembrado no futuro, seja pelos amigos, seja pelos inimigos? Confesso que fiquei meio sem palavras. Afinal, já não aguento mais tantas preocupações com os dias de hoje e ainda vou ter que me preocupar com o futuro?! Como defesa, saquei logo o texto no qual Jesus diz para não nos preocuparmos com o dia de amanhã. Aí, meu questionador disse, com toda sabedoria teológica: quando Cristo avisa que não deveríamos andar ansiosos ou inquietos com o dia de amanhã, Ele simplesmente está querendo que cada um de nós tenha uma prioridade, e não uma amnésia.

Desculpe aí a vergonha, mas vamos lá falar sobre como quero ser lembrado no futuro? Sei lá (mais uma fuga). Falando sério, uma das questões mais sérias que deveríamos nos preocupar, como Igreja e como cristãos, é exatamente qual herança deixaremos para nossas futuras gerações. Querendo ou não, o “bastão” está conosco. Sabendo ou não, vamos ter que passá-lo à próxima geração. Vamos deixar cair? Vamos perder o ritmo da corrida? Nossa geração nem vai chegar à reta final? Não é saudosismo, mas boa parte de nossa cultura e daquilo que nos mantém hoje (ética, moral e profissional) são exatamente aquilo que aprendemos com a geração passada. Só nos resta prosseguir para o alvo, combater o bom combate, para dignamente completar a carreira e guardar a fé.

 Pr. Jorsé Ernesto Conti