Fé e Ciência

Desde os primórdios dos tempos, o homem sempre colocou em lados opostos a fé e a ciência, como se fossem inimigas ou adversárias. Eu acreditava piamente que nada poderia mudar esse quadro e apostaria todas as fichas de que, com o passar do tempo, essa briga só esquentaria. Perdi minha aposta!

Recentemente, pesquisadores da prestigiada Universidade de Harvard criaram um teste científico que consegue determinar se uma pessoa é ou não religiosa (coloquei minha barba de molho, pois é o teste mais chifrim que já vi). Em outras palavras, a ciência descobriu uma fórmula que define se uma pessoa será religiosa ou ateia. O teste feito com os alunos dessa universidade e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts apresentou um resultado surpreendentemente correto.

Para complicar ainda mais, foi realizada uma avaliação genética naqueles que a ciência considerou religiosos, e todos os examinados possuíam o gene VMAT2, enquanto os ateus não o tinha. Perceberam a sutileza? Inventaram um jeito de, mais uma vez, matar Deus e transformar a religião em uma questão se você tem ou não um gene, o “gene de deus”. Se você tem esse gene, você vai acreditar até em coelhinho da Páscoa e em Saci Pererê. Se não tem, você é um ser evoluído e respeitado ateu. “Porventura não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?” (1 Co 1:20).

Predomínio da Imoralidade
O título acima não é meu. É do editorial do jornal Estado de S. Paulo (SP), de 6 de novembro de 2015, no qual é afirmado que “tem razão o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, quando declara que não será ‘nada anormal’ se o Congresso aprovar as contas do governo de Dilma Rousseff. O normal, hoje no país, é o predomínio da imoralidade no trato da coisa pública, razão pela qual será surpreendente se os parlamentares não articularem mais um vergonhoso conchavo”.

Gostaria de fazer duas perguntas: 1) Poderíamos esperar outra coisa daqueles que não têm o temor do Senhor? 2) Quem foi que reelegeu a Dilma? Paulo disse para a igreja de Roma que “… se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Rm 13:4). Mesmo que eu não tenha votado nela, Dilma foi eleita pela maioria. Agimos mal. Fugiríamos agora do castigo? Infinitas vezes a Bíblia nos mostra que o castigo é uma forma pedagógica para que o povo aprenda a fazer o bem, o certo, o ético. Até as trevas reconhecem que estamos no predomínio da imoralidade.Será que aprendemos? Nas próximas eleições, votaremos certo? Nós, povo de Deus, faremos a diferença no seio de nossa nação? Estou ansiosamente orando para isso ser verdade.

Chegamos ao Fim!
Foi aprovado no Senado e vai para sanção da presidente Dilma Rousseff a PLS 141/2011, que trata do direito de resposta nos órgãos de imprensa. O que me surpreende é que essa lei dá essa prerrogativa de réplica não a um erro, a inverdade ou a falha do órgão de imprensa, mas ao mero sentimento de ofensa, quando diz no art. 2.º: “Ao ofendido em matéria divulgada, publicada ou transmitida por veículo de comunicação social é assegurado o direito de resposta ou retificação, gratuito e proporcional ao agravo”. Em outras palavras, se alguém se sentir ofendido por uma verdade publicada, o veículo de comunicação será obrigado e pedir desculpa por tê-la falado.

É impressionante como em 2.600 anos nada evoluiu a sociedade. Isaías já dizia que “ai dos que ao mal chamam de bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade, luz e da luz escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo. Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5:20-21).

Cada vez mais percebo que, apesar de todo o desenvolvimento pelo qual passamos, de todas as invenções e maravilhas que o homem foi capaz de fazer, em lugar de evoluir, melhorar, tornar-se mais sábio, ético e verdadeiro, continua como o mais antigo dos homens, amando a falsidade, destruindo a honra e banindo a verdade. Sou forçado a dar crédito a Judas, quando disse: os homens são como rochas submersas, como nuvens sem água, impelidas pelo vento, árvores em plena estação, sem frutos, duplamente mortas, ondas bravias que espumam suas próprias sujidades, estrelas errantes. Confesso que não consigo enxergar luz no fim desse túnel por onde a humanidade está caminhando. É o fim dos tempos!