Marielle – Dono de site de “fake news” revela identidade

Foto: Reprodução Web

Carlos Augusto de Moraes Afonso é dono do perfil que escreveu o texto mais compartilhado com informações falsas sobre a vereadora. Pastores evangélicos já haviam alertado sobre “fake News” no caso Marielle.

O consultor de informática Carlos Augusto de Moraes Afonso, de 45 anos, admitiu neste sábado (24) ser o dono da página Ceticismo Político, acusada de disseminar fake news sobre as causas da morte da vereadora Marielle Franco. Ele operava nas redes sociais com o pseudônimo “Luciano Ayan”.

A página Ceticismo Político foi retirada do ar neste sábado (24) pelo Facebook. O motivo é  porque o perfil “Luciano Ayan”, que administrava a página, era falso. A página Ceticismo Político foi apontada em estudo da Universidade Federal do Espírito Santo como a grande impulsionadora das falsas acusações contra a vereadora do PSOL. A página tomou conta das redes sociais horas após o assassinato de Marielle.

Com a retirada da página da rede, o consultor de informática revelou a sua real identidade. Em nota publicada no facebook, Carlos Afonso admite que Luciano Ayan é um “pseudônimo”. Diz que o Ceticismo Político foi criado por ele. E hoje tem outros colaboradores. Os nomes não são revelados.

O post “Desembargadora quebra narrativa do PSOL e diz que Marielle se envolvia com bandidos e é ‘cadáver comum’” recebeu mais de 360 mil compartilhamentos no Facebook. Se tornou o link mais influente na campanha difamatória contra a vereadora. Afonso diz que o post foi editado por ele.

Guerra política

Na postagem, Afonso confirma que atua para influenciar o debate político na internet. E diz que desde 2011 desenvolveu “um método para a guerra política”. A atuação do perfil Luciano Ayan nas redes sociais endossou movimentos de apoio ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Um dos grupos que organizaram atos contra a petista foi o Movimento Brasil Livre. Nas redes sociais, o MBL compartilha conteúdos do Ceticismo Político e já publicou em seu blog textos assinados pelo pseudônimo Luciano Ayan. O MBL compartilhou no Facebook, de forma idêntica, o link do Ceticismo Político sobre Marielle. Depois, o post foi apagado.

Youtube

Na sexta-feira, 23, representantes da plataforma YouTube disseram que vão retirar 16 vídeos com ofensas à vereadora. A remoção foi determinada pela Justiça, em ação proposta pela irmã de Marielle, Anielle Franco, e pela viúva da vereadora, Mônica Benício.

As duas pediram à Justiça que determinasse a retirada de 40 vídeos postados no YouTube. Até aquela data, haviam sido vistos por mais de 13 milhões de pessoas.

Alerta

A onda de ataques e comentários pelas redes sociais sobre Marielle Franco começou logo após o assassinato dela, no último dia 14. Vários pastores alertaram sobre as notícias falsas a respeito da vereadora.

“Tem muitos fakes e muitos bots (sistemas automatizados, programados para executar determinadas tarefas automaticamente pelo usuário) manipulando a opinião pública. Vivemos tempos tenebrosos e a internet, que deveria ser usada para ampliar o pensamento, está sendo utilizada pra fechar ele mais ainda. Esse discurso raso sobre os direitos humanos está destruindo todas as liberdades individuais básicas do brasil uma a uma.”, declarou o pastor Edson do Reino, da Igreja Adventista da mais nova reforma, de São Paulo.

Marielle Franco, 38 anos, foi assassinada na esquina na região central do Rio de Janeiro. O motorista Anderson Pedro Gomes, de 39 anos, que dirigia o carro da vereadora, também morreu.

Com informações do R7 e G1


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