O estudo da Bíblia na Casa Branca, EUA

Professor" Ralph Drollinger e a mulher Danielle Drollinger fundaram a Capitol Ministries e se dedicam a levar a palavra de Deus a políticos e funcionários públicos (Foto: Capitol Ministries/BBC

O vice-presidente dos EUA e o secretário de Estado participam dos encontros.

O presidente dos Estados Unidos e vários membros do seu gabinete se reúnem todas as quartas para fazer estudos bíblicos e orar em lugar secreto em Wahhington. É a primeira vez em pelo menos cem anos, que integrantes do gabinete presidencial do EUA participam desse tipo de atividade religiosa.

São dez membros do gabinete presidencial. São eles: o vice-presidente, Mike Pence, o secretário de Estado, Mike Pompeo, a secretária de Educação, Betsy DeVos; o secretário de Energia, Rick Perry, o da Justiça, Jeff Sessions, o de energia, Rick Perry, e o de Agricultura, Sonny Perdue.

As reuniões duram de 60 a 90 minutos. São lideradas pelo pastor Ralph Drollinger, um ex-jogador de basquete profissional, hoje com 63 anos. Ele e sua esposa Danielle fundaram a Capitol Ministries, dedicando-se a levar a palavra de Deus a políticos e funcionários públicos.

Ministério

Drollinger mora na Califórnia, e vai à capital dos EUA semanalmente para as aulas. Ele se define como um “republicano conservador”. “Não acho que tem muita surpresa nisso”, diz. Ele e a esposa recebem um salário da ONG Capitol Minister, mas não ficam com tudo.

“Estou há 21 anos expondo a palavra de Deus, especificamente para que seja aplicada à vida de servidores públicos. Então, nesse sentido, sinto que sou o cara mais qualificado do mundo.”

Política e Religião

Segundo Drollinger, o ensino da Bíblia no EUA começou em 2010 no Congresso americano. Em março do ano passado, as aulas foram implantadas na Casa Branca, dois meses depois de Donald Trump assumir a presidência.

“Trump começou a nomear nomes que já estudavam a Bíblia na Câmara e no Senado. Muitos dos indicados para fazer parte de seu governo, tem algo em comum: São todos fortes em Cristo”, explica Drollinger.

O presidente Trump não é integrante do grupo, mas é cristão e recebe as oito páginas que Drollinger prepara quase toda semana. “Ele me responde de volta, com anotações. Ele usa uma caneta com a qual ele escreve, em letras maiúsculas, ‘Muito bem, Ralph realmente gosto desse estudo, continue assim’ e outras coisas assim”, contou.

Drollinger garante que nunca diz aos membros dos seus grupos de estudo como deveriam votar nem as políticas públicas que deveriam tirar do papel. Mas espera que isso fique óbvio ao transmitir os ensinamentos. “Nós temos que diferenciar, mas infelizmente muitos grupos da direita evangélica advogam para não separar os dois.”


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