Epidemias de verão: a igreja no combate ao mosquito

As igrejas são importantes aliadas no combate ao mosquito Aedes Aegypt (Reprodução Internet)

“A igreja de Cristo está em todo o lugar, seu engajamento é essencial para acabar com os casos de dengue, começando pelo nosso bairro”

Dias quentes e chuvas constantes são a combinação perfeita para o surgimento de epidemias, é por isso que em todo verão o alerta se faz necessário. Não se pode descuidar. Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, os números vêm caindo, mas ainda há muito que se fazer.

Só nas três primeiras semanas de 2018, foram registrados 9.399 casos prováveis de dengue no país, contra os 16.860 registrados no mesmo período de 2017. As vítimas pela febre da Chikungunya foram 1.505, contra 5.135 pessoas no ano passado, além de um óbito confirmado e dois em investigação. Já o vírus Zika, atingiu 131 pessoas em janeiro contra 1.640 casos registrados no mesmo período de 2017.

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) da Serra, município mais populoso do Espírito Santo, fez uma alerta sobre a água acumulada nos vasos de plantas, bandejas de ar-condicionado e geladeiras, que podem passar despercebidos.

A cidade conta ainda com a mobilização de templos, como da igreja Assembleia de Deus Nova Vida, no Bairro de Fátima, que, segundo o pastor auxiliar, Alex Silva, dá o exemplo ao seu rol de membros tirando o lixo em todo o final dos cultos e mantém o quintal sempre bem cuidado. “Enquanto líderes, precisamos aproveitar a oportunidade de conscientizar os membros da comunidade que, por conseguinte, levarão esses princípios para as suas residências e vizinhos. A igreja de Cristo está em todo o lugar, seu engajamento é essencial para acabar com os casos de dengue começando pelo nosso bairro”.

Pastor Alex Silva

Para o pastor, que é servidor público, as epidemias não podem ser vistas como demandas exclusivas do Poder Público. “A igreja não pode se esquecer da sua missão social e de serviço à comunidade, é importante incluir esse tipo de discussão até nas salas das crianças, de forma didática. Todos devem ajudar a acabar com esse problema que pode atingir a qualquer um”, explica o líder.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, a região Centro-Oeste do país apresentou o maior índice de casos confirmados das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti. Por lá, a Associação da Igreja Batista, juntamente com o Conselho Regional de Pastores Evangélicos Corumbá (Coreme), no Mato Grosso do Sul, firmou parceria com a Secretaria Municipal de Saúde para auxiliarem em mutirões e ações educativas nos bairros.

Segundo o vereador mediador das entidades religiosas com a prefeitura, Manoel Rodrigues, a ideia é unir forças para que o objetivo maior, que é a prevenção, seja atingido. “Fizemos esse elo entre a Secretaria de Saúde e as igrejas evangélicas. Queremos mostrar que o lixo acumulado na rua pode aumentar a proliferação da dengue. Diminuindo esse lixo e conscientizando as pessoas para não mantê-lo durante este ano, vamos diminuir os casos de epidemias no município”, afirmou o parlamentar.

COMO A IGREJA PODE AJUDAR?
  • Ministério Infantil: trabalhe o tema com as crianças;
  • Líderes: criem desafios incentivando os membros da igreja;
  • Membro: conscientize seus vizinhos e familiares;
  • Jovens: Mobilizem grupos de limpeza pelo bairro;
  • Lideranças: criem parcerias com o Poder Público.

OS NÚMEROS EM 2018

Casos prováveis de dengue
2017 – 16.860
2018 – 9.399

Número de casos prováveis de febre de Chikungunya
2017 – 5.135
2018 – 1.505
Óbitos:
1 – confirmado
2 – em investigação

Número de casos prováveis de febre pelo vírus Zika
2017 – 1.640
2018 – 131

Fonte: Secretaria de Vigilância em Saúde − Ministério da Saúde – Brasil
Referência dos dados: 31/12/2017 a 20/01/2018


 

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