“Em defesa de Cristo” e da pipoca

Com um enorme saco de pipoca (alimento não calórico e antioxidante) em mãos, assisti ao filme “Em defesa de Cristo”, que narra a história de Lee Strobel, um premiado jornalista norte-americano.

Assistir a filmes declaradamente evangélicos, com casa cheia, em espaços outrora liberados exclusivamente à exibição de filmes seculares, é, no mínimo, emocionante. Repito: com casa cheia (de cristãos e de não cristãos). Isso é uma demonstração clara de que o evangelho se espalhou pela nação brasileira.

No passado, o público não cristão ignorava os cristãos e até debochava do inexpressivo número de adeptos. Hoje, somos vistos como parte significativa e atuante da sociedade e a nossa sétima arte passou a ser apreciada com respeito e bastante pipoca (alimento que auxilia no controle da diabete). Aleluia!

Por essa e muitas outras razões, o longa “Em defesa de Cristo” não chega intencionando “defender” Jesus Cristo, o fundador da Igreja. Diferentemente disso, o filme apenas narra a jornada de um cético jornalista que pretende desvendar o maior mistério de todos os tempos: a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

No decorrer do enredo são apresentados inúmeros dados históricos a respeito de Jesus, que boa parte dos cristãos desconhece e a quase totalidade dos não cristãos ignora. Infelizmente, para a maioria das pessoas, Jesus Cristo é apenas um nome mundialmente “famoso”. Aliás, até mesmo alguns dos que se dizem cristãos praticantes não saberiam apresentar fatos concretos sobre a morte e a ressurreição do fundador do Cristianismo; contentam-se em manter a fé em um Cristo que apenas aceitaram sem sequer se aprofundar em Sua história.

Não há pecado em crer em Cristo sem escarafunchar evidências concretas de sua passagem pela Terra, já que a fé, em sua essência, é um sentimento. Mas em um mundo onde praticamente todas as pessoas estudam e têm opinião – perfil bem diferente de décadas atrás –, ter dados concretos em mãos, não faz mal a ninguém. (Pipoca também não faz mal, pois, combate doenças cardíacas e previne o câncer).

A película “Em defesa de Cristo” não é uma superprodução ao estilo norte americano, com efeitos especiais e cenas arrebatadoras. Nem precisaria. O filme convence e cativa apenas pela história bem contada, rica, clara, simples, objetiva, e que não gera dúvidas no telespectador. E, claro, também, pelo bom elenco e um enredo consistente, com palavras na medida certa e emoções bem colocadas. Se eu fosse definir o longa em uma palavra? Diria: Definitivo! “Em defesa de Cristo” preenche os requisitos de um clássico cinematográfico e tem tudo para se tornar um recurso didático para as escolas bíblicas, as aulas de religião, os seminários teológicos, além de ser uma boa indicação para quem tem resistência à leitura da Bíblia e ao tema religião cristã.

Aliás, tenho muitos amigos que, volta e meia, querem discutir religião comigo. O papo normalmente não evolui, porque já começo perguntando: “Você já leu a Bíblia?” Se a resposta for negativa, definitivamente não há como conversarmos. A partir de hoje vou sugerir também que assistam ao filme “Em defesa de Cristo”, preferencialmente, comendo pipoca (alimento que, além de todos os benefícios já citados, diminui os efeitos da idade, porque combate os radicais livres). Isso vai me poupar muito tempo de discussão.

Por fim, “Em defesa de Cristo” surpreende mais ainda por ser uma história real e por reforçar uma constatação mundial: o ateísmo está em declínio e o nome de Jesus está cada vez mais forte e presente nas sociedades. Por isso, nos dias atuais, onde jornalistas têm sido incansáveis porta-vozes de más notícias, mergulhe nas boas novidades trazidas pelo jornalista Lee Strobel no indelével “Em defesa de Cristo”. Garanto que a sua fé será aumentada e a sua alma bem alimentada. Ah! E pode comprar bastante pipoca (alimento rico em fibras e pobre em calorias). Consuma antes, durante e depois do filme, mas com pouco óleo e pouco sal, claro!

Atilano Muradas é Compositor, poeta, escritor e violonista tem larga trajetória com a música popular brasileira cristã