Eduardo Luz, a voz capixaba

O capixaba Eduardo Luz começou sua trajetória na música de uma forma muito especial. O início precoce se deu aos 8 anos, quando um líder de louvor da igreja onde congrega o convidou para um ensaio de coral, despretensiosamente, e passou a ensiná-lo sobre adoração e técnicas vocais, acreditando no potencial do então garoto. Trabalhando de forma independente, com poucos recursos e sem contrato com gravadora e distribuidora, o jovem artista, hoje com 28 anos, lançará em 2017 seu primeiro CD, “Me Aceita Como Sou”, com sete canções autorais e três do consagrado cachoeirense Anderson Freire.

“Desde a infância Deus me mostrava em sonhos e usava pessoas para me falar que Ele tinha me concedido esse dom, assim como o da ministração da Palavra. Como não tinha nenhum músico em minha família, no começo foi difícil a aceitação, mas assim que eles perceberam que não era uma fase da adolescência e que conseguiria conciliar os estudos, tive o apoio e carinho de todos. O fato é que já passei por muitas situações difíceis, até mesmo preconceitos e rejeições, que se tornaram um combustível de superação para não me fazer desistir, para honra e glória de Deus. E hoje, após 20 anos de lutas e vitórias, estou muito feliz em realizar o projeto do meu primeiro CD e tenho certeza de que as letras irão impactar muitas vidas”, ressalta.

O processo de seleção das 10 faixas do álbum não foi uma tarefa fácil, já que o artista tem 150 composições. Inspirado pela black music e com referências internacionais e nacionais, Eduardo usa sua identidade vocal para interpretar em vários estilos. “Cada um possui sua personalidade, e eu procuro misturar de tudo um pouco que gosto de ouvir. E é exatamente assim que me diferencio, dando vida a esse sonho e mostrando quem é Deus para mim e quem Ele é em mim”, acrescenta.

Sempre acompanhado do violão, ele comenta que suas criações são geradas através de experiências próprias, com base na sua verdade, mas garante que procura fazer com que as pessoas reflitam que existe salvação em Jesus, por meio de uma mensagem de esperança, amor e paz. “Deus me deu minha primeira canção antes mesmo de completar os 14 anos de idade. A música para mim é como um meio de comunicação universal; ainda que não saiba a letra, a própria melodia envolve você. O verdadeiro amante da música não faz música; ele é a própria música. Quero mostrar a minha essência e ser usado.”

O jovem tem se apresentado em todo o país, mas lembra com entusiasmo de um show que o consagrou no mercado gospel do Estado. Foi em 2015, quando dividiu o palco com Anderson Freire no Jesus Vida Verão, numa noite com cerca de 80 mil pessoas na Praia de Itapuã, em Vila Velha.

Sua música de trabalho, que dá nome ao álbum, já está disponível na internet. Ele conta que tem recebido testemunhos de pessoas que tomaram a decisão de mudar seu estilo de vida não mais pensando em seguir tendências ou mesmo para agradar aos outros, mas simplesmente porque descobriram que Deus as aceita e as ama como são. “Essa é a melhor recompensa que eu poderia ter”, conclui.

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