O doce gosto da derrota

O doce gosto da derrota
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Quem não gosta de vencer? Ou, falando de outra forma, ninguém gosta de perder. Não importa se é rico ou se é pobre, negro ou branco, doutor ou iletrado, a derrota é um sentimento que iguala todos os seres humanos e abala qualquer tipo de alma vivente.

Além disso, atinge todo o nosso ser: corpo, alma e espírito ficam derrubados, acabados, desanimados. Mas, se essa é a realidade, porque não aceitamos ser vencidos, pelo menos, de vez em quando? Por que não nos conformamos quando elas batem à nossa porta? Afinal de contas, dizem que boa parte das nossas derrotas são pedagógicas e ensinam uma boa lição.

Acontece que vivemos em um mundo altamente competitivo em que cada vitória para um corresponde a uma derrota para o outro. Ninguém dá um refresco, ninguém alivia, temos que “matar vários leões” todos os dias. Muitas dessas lutas são totalmente desleais. O apóstolo Paulo nos adverte para essa situação quando diz que “os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio” (1 Co 9: 24). Só em ler isso, muitos crentes desanimam. Mas Paulo completa: se a luta é grande, “correi de tal maneira que o alcanceis”. Em outras palavras, não deixe nada desanimá-lo, sabe por quê? Independentemente das nossas vitórias ou derrotas, em Cristo “somos mais que vencedores”, pois nada pode nos separar do amor de Deus.

Por mais tristes que sejam (e são), as derrotas serão deixadas para trás quando chegarmos à eternidade. Essas perdas amargam nossa vida, mas elas não têm a palavra final e não podem nos impedir de alcançar o nosso objetivo e o lugar para o qual fomos destinados.

Pr. José Ernesto Conti


A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.