Dízimo: entrega com alegria

A prática do dízimo é contribuir com o crescimento da igreja. Foto: Reprodução

A entrega dos 10% do rendimento mensal precisa ser entendida como um momento de contentamento para os cristãos, que assim estão participando diretamente do crescimento da igreja.

A prática do dízimo não deve ser uma obrigação. É a hora de, em forma de gratidão pelo que Deus tem dado, colaborar para o sustento da obra.

Obrigação? Gratidão? Garantia de prosperidade? Forma de não sofrer provações? Qual tem sido o seu sentimento naquele momento do culto que é separado para a entrega dos dízimos? Muitos membros de igreja acreditam que Deus vá castigá-los se eles não depositarem nas sacolas ou nos gazofilácios os 10% do dinheiro recebido com seu trabalho. Com medo de algum castigo divino, entregam a quantia, mas o fazem de rosto cerrado, mãos vacilantes, corações pequenos e mentes voltadas para o lado material.

“Deixamos as crianças participarem desse momento com as famílias, que é um momento muito especial do culto. Muitas levam suas ofertas ou acompanham os pais até o altar”.
Elisabeth Mendes Vitória

O Senhor já alertou na Bíblia sobre como deve ser feita a entrega: “Porque Deus ama ao que dá com alegria (II Coríntios 9:7)”. É com esse sentimento que o cristão deve se colocar perante o Pai, em forma de adoração por tudo o que Ele tem dado para o seu sustento.

Dízimo é a décima parte dos rendimentos que deve ser consagrada ao Senhor, e nasceu não como uma ordenança, mas sim como exortação a um ato espontâneo, vindo do coração do homem. A ação aparece na Bíblia como prática dos patriarcas, mesmo antes de ser instituída como lei em Israel. Em Gênesis 14, Abraão dá o dízimo a Melquisedeque e em Gênesis 28 Jacó também fez votos de dar a Deus o dízimo de tudo o que o Senhor lhe concedesse.

“Ele nasceu no coração do homem, na pessoa de Abraão, em um ato de gratidão e reconhecimento da soberania de Deus sobre a sua vida. Depois é que o dízimo foi se tornando uma prática. Mas não deixa de ser também uma ordenança, já que o profeta Malaquias assim se expressou: ‘Trazei todos os dízimos à casa do tesouro (Mal. 3:10)'”, afirma o diácono Jadilson Duarte Freitas, da Primeira Igreja Batista de Vitória.

O pastor Marcelo Nunes, da Igreja Metodista Memorial de Vitória, no bairro Itararé, destaca que o dízimo deve ser um ato de amor, de obediência. “Oferecer o dízimo é um testemunho muito bonito, sobretudo para o incrédulo, que acha isso um escândalo. Mas nós temos a certeza do amor de Deus e quando devolvemos parte do que recebemos, mostramos fé, mostramos que o Senhor controla as nossas vidas e que reconhecemos isso. Até porque o que temos não é nosso, é de Deus”, disse.

Na igreja liderada por ele, os dízimos são recolhidos apenas uma vez por mês, no primeiro domingo de cada mês, e ajudam a sustentar inclusive uma casa de recuperação com 25 pessoas, na Serra. “O dinheiro é material e vai ficar aqui na terra quando morrermos. Ele não vai para o céu. A única forma de levá-lo para o céu é transformá-lo em vidas restauradas. Quando vemos o que Deus tem feito nas vidas das pessoas, entendemos a importância de devolver o dízimo”, afirmou o pastor Marcelo.

No caderno pessoal de controle financeiro, os 10% do Senhor devem ser o primeiro item da lista, orienta o pastor Celso Godoy, da Missão Batista do Romão, em Vitória. “Muitos colocam o dízimo lá embaixo na lista, porque acham isso um sacrifício. Deus não ama a quem dá com pressão. Ele ama a quem dá com alegria”, destacou.

O pastor ainda faz um alerta sobre qual o real objetivo do dinheiro entregue como dízimo: “Não é uma obrigação, nem uma gratidão. É a forma que Deus fez para manter a igreja. É triste ver que muitos calculam até as moedas do que têm que entregar como dízimo. Já me perguntaram se têm que dar o dízimo do salário bruto ou do líquido. E aí eu questiono: ‘Você quer bênçãos no bruto ou no líquido?’. Muitas vezes fazemos da entrega do dízimo um ritual, mas não deve ser assim”.

Já o pastor Pedro Rodrigues da Silva Filho, do Departamental de Mordomia Cristã da Associação Espírito-santense da Igreja Adventista, ressalta que muitos acreditam que dízimo é algo que pode ser usado para fazer barganha com Deus.

“Essas pessoas pensam: ‘Vou dar o dízimo para conseguir essa bênção’. Não temos que aceitar a teoria de que se você quer uma bênção, tem que dar dinheiro primeiro. Deus não trabalha assim. Ele diz que vai abrir as portas dos céus para quem for fiel. Se você não contribuir, perde a oportunidade de ter uma relação íntima com Deus, mas não vai ser castigado por isso. Deus dá primeiro para depois pedir. Nosso Pai não é um deus que se irrita e lança vingança porque não estamos dando o dízimo. Devemos entender que somos mordomos, servos de Deus. O dinheiro que recebo não é meu, é de Deus, assim como os meus talentos, o meu tempo. Eu apenas tomo conta”, declarou o pastor Pedro.

“O ministério depende exclusivamente dos dízimos. Temos que reconhecer que a casa do Senhor é sustentada pelos dízimos”.
Pastor Ivonildo Teixeirae

Mas como fazer a igreja entender a importância de entregar o dízimo com alegria? O pastor Ivonildo Teixeira, fundador da Igreja do Nazareno no Espírito Santo, dá algumas orientações: “É preciso primeiro reconhecer que Deus confia tanto em nós que nos permite administrar os 100%, ao ponto de sabr que, como bons mordomos, devolveremos a parte sagrada, os dízimos. Segundo, devemos ensinar que não podemos ficar com nada que não nos pertence. E em terceiro lugar: o ministério depende exclusivamente dos dízimos. Temos que reconhecer que a casa do Senhor é sustentada por esse dinheiro”, disse, citando o texto bíblico em I Crônicas 29:3 – “Porque amo a casa do meu Deus, o ouro e prata particular que tenho, dou para a casa do meu Deus”.

Pais são espelhos

As crianças fiéis hoje no dízimo e nas ofertas vão se tornar adultos compromissados com o sustento da Casa de Deus e por isso são os pais que devem se monitorar para observar se estão sendo bons modelos de fidelidade cristã para seus filhos. O mau exemplo de alguns adultos, que recebem regularmente seus proventos e não entregam os 10% à igreja, pode prejudicar todo o aprendizado das crianças.

“Aqui na igreja temos dizimistas de todas as idades, mas as crianças, os juniores e adolescentes dependem da fidelidade dos pais, porque não trabalham. Alguns pais separam, mas é interessante que muitas dessas crianças juntam parte do dinheiro do lanche, por exemplo, para entregarem o dízimo”, declarou o pastor Celso Godoy.

A líder do Ministério Infantil da Igreja Assembléia de Deus Desafios, na Ilha de Santa Maria, na capital, Elisabeth Mendes Vitória, relata que as crianças participam junto com as famílias, dentro do templo, do momento do ofertório. Só depois seguem para o culto infantil.

“Deixamos as crianças participarem desse momento com as famílias porque é uma hora muito especial do culto. A igreja tem sempre uma palavra ou testemunho sobre o tema e depois as pessoas entregam sua oferta de gratidão. A participação dos pais é fundamental. Eles precisam entender a importância de saber lidar com as finanças. Quando passamos a dar qualquer quantia em dinheiro regularmente aos nossos filhos, é preciso ensiná-los a lidar com as finanças de forma sábia e cristã. Esse aprendizado irá ajudá-las por toda a vida”, explicou.

Obedecendo à instrução dada pelo sábio rei Salomão em Provérbios 22:6, “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e, ainda quando velho, não se desviará dele”, os líderes do Ministério Infantil da igreja contam às crianças histórias sobre fidelidade no dinheiro e também relatam passagens bíblicas que mostram a importância do compromisso e as bênçãos que Deus dá para quem é fiel.

Elisabeth ensina que há muitas passagens na Bíblia que podem ser trabalhadas de forma criativa para que as crianças entendam a bênção de dar, desprender-se, crer que a provisão vem de Deus. Como em Marcos 6:30-43, quando o menino entregou seus cinco pães e dois peixes para Jesus e Ele alimentou uma multidão e ainda recolheu 12 cestos cheios.

“Para quem será que deram os cestos que sobraram? A Bíblia não fala, mas creio que aquele menino não chegou em casa de mãos abanando. Pelo contrário, sua família foi impactada pelo milagre que Jesus operou naquele dia e teve alimento de sobra para passar vários dias. Não é assim que está prometido lá em Malaquias 3:10? E as crianças precisam saber que Deus sempre cumpre o que promete”, exemplificou Elisabeth.

Poucos se envolvem

Na pesquisa Comunhão 2008, encomendada pela Next Editorial/Revista Comunhão ao Instituto Merccato, de Vitória, foi feito um levantamento de como anda a fidelidade dos cristãos capixabas em relação aos dízimos. Dos 1.600 entrevistados no Estado, 72,63% afirmaram serem fiéis dizimistas, enquanto 26,06% declararam não oferecer dízimo e 1,31% estão classificados entre os que não souberam ou não quiseram responder a esta pergunta.

Já o pastor Ivonildo Teixeira, em um levantamento realizado em mais de 547 igrejas no Brasil, apurou que apenas 25% dos membros são realmente fiéis mensalmente. Se forem avaliados os dízimos entregues um mês sim, outro não, essa porcentagem, segundo ele, vai para cerca de 30%.

“Para aumentar a arrecadação, muitas igrejas chegam a fazer promoção do dízimo e anunciam: ‘Aqui o dízimo é 8%, 7%’. Isso é um absurdo. Deus vai sustentar a Sua igreja com o que for entregue, não importa se apenas 10% dos membros forem fiéis. Deus é maior que tudo, Ele é o Senhor dos senhores”, afirma o pastor Marcelo Nunes.

Mas a infidelidade dos cristãos faz com que a Palavra de Deus deixe de ser levada em muitos lugares, e muitos morrem sem conhecer o Evangelho da salvação porque os recursos não são suficientes para a expansão da obra. O pastor Pedro Rodrigues Filho explica que haveria muito mais igrejas e missionários se a fidelidade aos dízimos fosse maior.

“Quando deixamos de dar o dízimo, atrasamos o avanço do Evangelho, da obra de Deus. Se todos fossem fiéis, onde há um missionário, teríamos dois, três. Onde há um pastor, teríamos dois, três. Precisamos, como cristãos, entender que dízimo não tem nada a ver com o homem, tem a ver com Deus. Muitos têm a idéia: ‘Não gostei desse pastor, então não vou entregar o dízimo’. Esse é um pensamento errado”, disse.

Manter uma igreja aberta, com atividades constantes para jovens e crianças, projetos sociais implantados e em crescimento, missionários no campo estadual, nacional e mundial, por exemplo, só é possível através dos dízimos e das ofertas. É com este dinheiro, provido por Deus e devolvido por parte de cada cristão, que a Obra é feita em todo o mundo.

Ver o trabalho da igreja se multiplicar é algo que deve encher os corações dos cristãos de alegria. Os recursos financeiros que Deus proporciona a cada um são sempre suficientes para manter a família e a Casa do Pai, mas Ele pode fazer muito mais se os seus filhos forem fiéis. O Senhor promete que não vai deixar o justo desamparado (Salmo 37:25), mas a entrega do dízimo deve ser feita, antes de tudo, com coração sincero.

“Muitos colocam o dízimo lá embaixo na lista, porque acham isso um sacrifício. Deus não ama a quem dá com pressão. Ele ama a quem dá com alegria”.
Pastor Celso Godoy

O dinheiro depositado é de Deus, assim como os outros 90% que são separados para manter a família, os estudos, o lazer. Não adianta entregar 10% dos rendimentos e administrar fora da vontade do Pai o restante do dinheiro. A vida de um cristão deve ser pautada por servir inteiramente ao Senhor. Dessa forma, o tempo, a sabedoria e a força de trabalho devem vir atreladas ao dinheiro entregue na igreja, sempre com alegria, em forma de culto, de adoração pelo que o Pai tem feito.

Contribuir com o dízimo é um ato de fé. Muito mais do que uma entrega de dinheiro ou de bens, simboliza a entrega da própria vida. É um momento que deve ser vivido com devoção e oração, depositando em Deus as alegrias e tristezas, decepções e esperanças, derrotas e vitórias. Dessa forma, o dízimo se concretiza como um ato de amor, de adoração, de total dependência e intimidade com Deus, que retribuiu a nossa fidelidade financeira com bênçãos materiais e espirituais.

Testemunhos de vida
“Tinha pavor de entregar o dízimo”“Eu me converti em 1997 e, até mesmo já dentro da igreja, achava o dízimo uma forma de extorsão por parte dos pastores. Eu tinha pavor de entregar o dízimo. Achava que tudo ia para as mãos do pastor. Eu tinha nojo, ódio daquele momento de entrega do dinheiro.
Só que Deus começou a trabalhar muito forte no meu coração sobre esse assunto. Meses após a minha conversão, fui convidado para um encontro no Rio de Janeiro e compareci com a minha família. Em todas as reuniões tinha entrega de dízimo e ofertas e eu fiquei ainda mais incomodado com aquilo.
No entanto, em uma reunião minha família acabou ficando no hotel, porque estava chovendo muito, e eu fui sozinho. Quando cheguei lá, havia poucas pessoas e o culto já tinha começado. O pregador começou a falar e a mensagem era exatamente sobre dízimo. Eu me lembro que ele disse: ‘Deus não precisa do seu dinheiro’.
Então, de repente, o pregador começou a tirar sua roupa e foi dando para as pessoas, afirmando que Deus não precisava daquilo. Ele ficou apenas com as calças e disse que naquele dia eles não iriam recolher as ofertas. Iriam fazer algo diferente. Ele nos desafiou a entregar para um irmão ao lado o que havíamos separado como oferta.
Naquele momento, parece que o chão se abriu e eu caí. Comecei a chorar muito e caí de joelhos, pedindo perdão a Deus pela forma como vinha agindo. Logo em seguida, chegou uma pessoa perto de mim e me entregou um envelope cheio de dinheiro dentro. Eu também entreguei o que eu tinha, e a partir dali virei um dizimista fiel.
Entendi que a entrega do dinheiro é um momento de oração, de gratidão. Os meus amigos que são incrédulos acham que eu sou doido, mas falo que ser dizimista não é para qualquer um, não. Eu levei muito tempo para aprender a ser um cristão de fato, e hoje sei que tudo o que tenho foi dado por Deus e é de Deus”. Gildo Gomes, 45 anos, funcionário público e presbítero da Igreja Presbiteriana de Laranjeiras, na Serra.
“Achava que o dinheiro era para o pastor” “Eu tenho cinco anos de convertida e antes de fazer parte de uma igreja não acreditava em dízimo. Eu tinha funcionários que eram evangélicos e entregavam o dízimo, e falava para eles: ‘Vocês são bobos, entregam dízimo para o pastor’. Achava aquilo um absurdo.
Até que um dia, em uma conversa com o cunhado da minha filha, ele me disse que o dízimo estava na Bíblia. Eu mandei que ele provasse e então ele fez cópias de alguns textos bíblicos, entre eles Malaquias 3:10 (“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa”). Foi então que eu comecei a buscar a Palavra de Deus.
Antes, eu até ia às igrejas, visitava, mas só dava o dinheiro da oferta. Não dava o dízimo de jeito nenhum, porque achava que o dinheiro era para o pastor. Hoje, tudo que chega às minhas mãos eu separo e dou o dízimo. Sou comerciante e não espero o final do mês para fazer a entrega. O que recebo, separo os 10% e entrego. Toda vez que eu vou à igreja, faço a entrega do dízimo. Por isso, sempre tenho um envelope comigo.
Deus tem cuidado de mim. Não acredito que o Senhor vai dar provações a quem não for fiel a Ele no dinheiro, mas sei que a Bíblia diz que podemos fazer prova dEle quando somos fiéis. Quando eu não era crente dizimista, era viciada em jogo. Meus funcionários viviam com salários atrasados, não parava dinheiro na minha loja. Minha vida financeira parecia um saco furado. Hoje, não há mais nada disso na minha vida.
A gente tem que ser fiel. Neste mês de novembro, com as chuvas registradas aqui no Estado, perdi muitos móveis e roupas na minha casa, que ficou inundada. Mesmo assim, sou fiel no dízimo. Não vou deixar de entregar o meu dinheiro por causa disso. Sei que o Senhor vai cuidar de mim. O meu marido ainda não é cristão, e pensa como eu pensava antes de me converter, mas já dei o meu testemunho a ele. No dia do casamento da minha filha, por exemplo, a igreja deixou o ar-condicionado ligado e ele veio falar: ‘Vai ficar caro isso’. Mas então expliquei que era por isso que eu entregava o meu dízimo, para sustento da obra do Senhor”.
Odália Nogueira de Souza, 44 anos, comerciante e membro da Igreja Internacional da Graça de Deus, em Santa Luiza, Vitória.

Saiba mais sobre dízimo

  • Gênesis 14:17-20 (Abrão dá o dízimo)
  • Gênesis 28:20-22 (Jacó promete o dízimo a Deus)
  • Êxodo 22:28-29 (Deve-se oferecer a Deus o melhor)
  • Levítico 27:30-33 (O dízimo pertence a Deus)
  • Números 18:25-32 (O dízimo como sustento de quem está a serviço da comunidade)
  • Deuteronômio 12:11-17 (Normas a respeito do dízimo)
  • Deuteronômio 14:22-29 (O dízimo como devolução a Deus)
  • Deuteronômio 26:12-15 (O dízimo para os mais pobres)
  • I Samuel 8:14-18 (O dízimo a serviço do Rei)
  • II Crônicas 31:2-10 (O dízimo e a igreja)
  • Neemias 10:33-40 (O dízimo e o templo)
  • Neemias 13:10-12 (O dízimo e os ministros do templo)
  • Malaquias 3:5-12 (O dízimo é fonte de bênção)
  • Mateus 23:23 (Não basta devolver o dízimo, antes é necessário ser justo e misericordioso)
  • I Coríntios 9:11-14 (O dever do que vive pelo Evangelho)
  • II Coríntios 9:7 (Devemos contribuir com coração voluntário)
Fonte: Site da Igreja Batista da Lagoinha

A matéria acima é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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