Um terço dos casamentos acaba em separação

Foto Ilustrativa

Lei completou 40 anos no Brasil. De 1984 a 2016 foram sete milhões de divórcio. Sociedade está doente. E as Igrejas precisam focar mais na família.

O número de separações no Brasil disparou nos últimos anos no Brasil. Segundo o IBGE, em 1984 eram 93 mil divórcios registrados. Ou seja, 10%. Mas em 2016, os dados assustam. São 344 mil separações. Em 32 anos, mais de sete milhões de casas se divorciaram no país. Uma média de 580 por dia. E nesse mesmo período, o número de casamentos subiu 17%. E os divórcios aumentaram 269%.

Casamento – Projeto de Deus

O levantamento do IBGE não leva em conta a opção “religiosa” entre os entrevistados.

Psicóloga Marília Pena diz que a doença da alma é um fator para o aumento do Divórcio. Foto: Arquivo pessoal

Mas, segundo uma pesquisa do Instituto Bama (EUA), divulgada em fevereiro de 2017, apresenta um dado surpreendente. A taxa de divórcios entre evangélicos se iguala a da sociedade em geral. Ou seja, o percentual de separações é o mesmo para todas as confissões.

A psicóloga cristã, Marília Pena, da Igreja Sara Nossa Terra em Vitória (ES) diz que apesar do alto índice de divórcio, as pessoas ainda acreditam no casamento como instituição. “O que falta é apoio para enfrentar e vencer as dificuldades que surgem no dia a dia”.

Para ela, a doença da alma é cada vez maior. E pode ajudar a aumentar esse processo. “Com a vida cada vez mais sobrecarregada de atividades, as pessoas ficam mais cansadas, estressadas e ansiosas. Esses fatores juntos, sem o devido acompanhamento e ajuda emocional, acabam por trazer crises em todas as áreas da vida, inclusive nos casamentos”, explicou.

Pastor Leandro disse que as Igrejas precisam focar mais na Família. Foto: Arquivo pessoal

O pastor Leandro Lima, da Igreja Batista de Afonso Cláudio (ES), lembra que família é projeto de Deus. Mas as igrejas ainda fazem poucas ações voltadas para o lar.

“Tanto a igreja bem como a sociedade sofrem os danos gerados a partir do divórcio. A dissolução conjugal dissemina o mal em todas as áreas da humanidade. Por isso, resta para a igreja, o desafio de restauração, mesmo que  sociedade e as vezes até mesmo da própria família não procure tal solução,” completou.

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