Os desafios do câncer no Brasil

Foto: Reprodução

Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgou hoje (04), que é o Dia mundial de combate ao câncer, um estudo sobre os sobreviventes da doença e suas necessidades especiais.

Anualmente, cerca de 9,6 milhões de pessoas em todo o mundo morrem em decorrência do câncer. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) estima que, até 2030, o câncer deve ser a principal causa de morte no mundo.

Esses números poderiam ser menores se a doença fosse detectada mais cedo, de modo a permitir um tratamento mais eficaz e assertivo, afirma a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama).

A Sociedade Brasileira de Cancerologia está enviando um documento para o Ministro da Saúde, Câmara dos Deputados e Senado Federal alertando para a necessidade de priorização do câncer nas políticas de prevenção e atendimento no país. Órgão também  lança a campanha pela FILA ZERO no atendimento ao câncer de mama.

Segundo Nise Yamaguchi, oncologista e vice-presidente da SBC, existe um gargalo no diagnóstico e também no tratamento do câncer no país.

“Temos casos de pacientes com suspeita de câncer de mama que estão na fila há 11 meses para uma biopsia e outras que levaram 120 dias para o início do tratamento após o diagnóstico, descumprindo a Lei 7232, que prevê 60 dias entre o diagnóstico e o início do tratamento. Esse tempo de espera pode significar a diferença entre a vida e a morte”, alerta a oncologista.

As dificuldades frente aos desafios enfrentados para cumprimento da lei levaram a SBC a realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo e encaminhar a luta pela FILA ZERO às autoridades federais.

Para Ricardo Antunes, presidente da SBC, o país precisa rever os investimentos e o gerenciamento dos recursos na questão do câncer.

“Políticas públicas de prevenção são falhas e o atendimento tardio um fato gravíssimo. No Brasil, 60% dos pacientes que chegam ao SUS para se tratar de um câncer, chegam nos estágios 3 e 4, causando sofrimento, aumentando o risco de morte e o desperdício de recursos públicos, pois pacientes nesses estágios custam 19 vezes mais para os cofres do governo”, alerta.

Saúde pública

Segundo a SBC, o câncer é uma questão de saúde pública e somente políticas de saúde integradas com ações da sociedade civil organizada poderão conter o avanço da doença que se agrava com o envelhecimento da população brasileira.

De acordo com o IBGE, a população brasileira com 60 anos ou mais alcançará 66,5 milhões até a metade desse século. “Trata-se de um número preocupante e que contribuirá para o aumento da incidência de câncer no país, pois o câncer está associado ao envelhecimento celular “, destaca Antunes.

A incidência de câncer no Brasil e no mundo é uma questão de saúde pública. Os dados são preocupantes: 14 milhões de novos casos da doença são registrados a cada ano em todo o mundo, aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, o INCA divulgou um estudo inédito sobre os sobreviventes do câncer e suas necessidades especiais. Atualmente, o câncer é a segunda causa de mortes em todo mundo, e a OMS calcula que subam em 70% os casos da doença nas próximas décadas.

O estudo revela que, como as taxas de sobrevida da doença são cada vez maiores, milhares de pessoas têm sobrevivido ao câncer em todo o mundo. Muitas, entretanto, ficam com sequelas, inclusive emocionais. O estudo pretende mostrar como lidar com essas pessoas, como elas reagem e adotam hábitos mais saudáveis.

*Da Redação, com informações das agências


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