Cosme & Damião – O pirulito do medo

Não tenho dúvidas de que, a um bom tempo e causado pelo sincretismo religioso em nosso país, os santos católicos Cosme e Damião, foram apropriados pelo Candomblé para representar os “ibejis” ou “erês” que seriam orixás crianças

Tenho visto muitos irmãos, motivados pelo cuidado com as ovelhas, postar apelos para que evitemos deixar que nossas crianças comam doces e balas geralmente oferecidas nesta época do ano, seja por católicos, sejam por pessoas ligadas ao Candomblé.

Isso é bíblico? Não. Erramos por 2 motivos:
1) Desconhecemos a Bíblia;
2) Colocamos medo em nossas crianças, dizendo para elas que o mal é mais forte do que Deus. Cada dia mais estamos criando uma geração de crentes FFF (fracos, frios e fedorentos).

E o que a Bíblia nos diz? Paulo afirma com todas as letras (depois de pedir um pouco de humildade) que “No tocante à comida sacrificada a ídolos, sabemos que o ídolo, de si mesmo, nada é no mundo” e ainda mais “Não é a comida que nos recomendará a Deus” (1Co 8:4;8). Ele complementa “Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; … Se algum dentre os incrédulos vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que for posto diante de vós, sem nada perguntardes por motivo de consciência” (1Co 10:25,27)

O que norteia o nosso comer? A nossa consciência e não as coisas, mesmo que tenha sido, de alguma forma, sacrificada a ídolos. O cristão precisa ser alguém que sabe discernir o comer ou o não comer. As trevas não tem poder sobre as coisas de Deus. É do Senhor a terra (1Co 10:26; Sl 24:1) e não do Diabo. Mas Paulo complementa: Qual a importância do discernir? Simplesmente para não ser causa de tropeço (1Co 8:9; 10:32) e não porque as coisas sacrificadas vão fazer mal para mim.

Mas tem outra coisa importante. No momento em que assustadamente impedimos que nossas crianças comam doces e balas oferecidas neste dia, estamos dizendo para elas, que o demônio é mais forte do que Deus. Nosso medo, travestido de zelo, mostra que adoramos um Deus fraco, incapaz de cuidar e proteger seus escolhidos, e que eu ajudo este meu deuzinho fracotinho, se não comer uma balinha do demônio.

Não é a toa que não acreditamos mais em textos como “Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lc 10:19); ou “pegarão em serpentes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal” (Mc 16:18). Não temos um deus fraquinho, o que temos é uma igreja superfraquinha, cheia de crente fracotinho, que tem medo de pirulito!