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terça-feira, 23 abril 2024

Idolatria a ditador despenca e Igreja cresce na Coreia do Norte

O governo de Kim-Jong-un continuou a lidar severamente com aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas por meio de execuções, tortura, espancamentos e prisões

Um desertor norte-coreano afirmou que as pessoas estão enfrentando os riscos de praticar a fé cristã no país.

O regime norte-coreano continua a perseguir qualquer pessoa que exerça sua fé (cristã ou qualquer outra) dentro das suas fronteiras, de acordo com um novo estudo do governo dos Estados Unidos, embora relatórios do país estejam sugerindo que cada vez mais pessoas estejam abandonando a idolatria ao ditador Kim Jong-un e optando por praticar sua fé pessoal.

Em alguns casos, a perseguição do regime pode ser tão extrema que leva as pessoas à prisão, tortura e até morte, segundo afirmou o estudo.

O Departamento de Estado dos EUA divulgou na última terça-feira (15) o relatório anual sobre as liberdades religiosas globais, com a Coreia do Norte destacando-se por negar ao seu povo o “direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.”

“O governo continuou a lidar severamente com aqueles que se envolveram em quase todas as práticas religiosas por meio de execuções, tortura, espancamentos e prisões”, afirma o relatório.

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“Estima-se que entre 80 mil e 120 mil prisioneiros políticos, alguns presos por motivos religiosos, estejam sendo mantidos em áreas remotas, em condições horríveis”, acrescenta.

Essas alegações foram apoiadas por um desertor norte-coreano que agora é membro da Coalizão mundial de Seoul para combater o genocídio na Coreia do Norte.

“A perseguição oficialmente sancionada de pessoas por razões religiosas ainda está lá e, eu diria, ainda mais forte do que antes”, disse o desertor ao jornal “The Telegraph”.

Mas mudanças sutis estão se tornando visíveis lentamente, disse o desertor, que pediu para manter seu nome sob sigilo, devido ao fato dele ser bem ativo no apoio a igrejas subterrâneas que operam no Norte.

“No passado, as pessoas eram convidadas a adorar à família Kim como deuses, mas muitos norte-coreanos não mais respeitam Kim Jong-un”, disse ele. “Isso significa que eles estão procurando por algo mais para sustentar sua fé.”

“Em alguns lugares, isso levou ao surgimento de religiões ligadas a xamãs, mas a igreja cristã também está crescendo e aprofundando suas raízes na Coreia do Norte”, disse.

“Mesmo que as pessoas saibam que podem ser presas – ou até mesmo enfrentar o pior, como uma execução – elas ainda estão escolhendo adorar a Deus, e isso significa que mais rachaduras estão aparecendo no regime e no sistema comunista ditatorial da Coreia do Norte”, acrescentou.

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