A Copa dos meus Sonhos

Estamos às portas de mais uma Copa do Mundo de futebol. Definitivamente é um grande acontecimento internacional, com milhões de pessoas esperando os astros entrarem em campo

Foi então que fiquei pensando: e se existisse uma Copa do Mundo de igrejas? Talvez, devido à nossa cultura futebolística, muitos fiéis hoje “torcem” para sua igreja como se torce para um time. Como uma igreja não disputa Campeonato de Missões nem existem Pan-Americano de Canto Coral, Olimpíadas de Evangelismo ou Copa do Mundo de Doutrina, sobra apenas uma única disputa: tamanho da igreja.

Primeiro seria consagrada a campeã do bairro, depois a da cidade e a do Estado e, por fim, a do Brasil. E de quatro em quatro anos haveria um torneio global para consagrar a “Maior Igreja do Mundo”, orgulho de toda a nação. Com tantos bispos e apóstolos em cada esquina, o Brasil bem que poderia ser o próximo vencedor do planeta.

Foi me dada uma “visão” e vi a igreja campeã, com seu pastor gritando do púlpito, como o Leonardo DiCaprio no filme “Titanic”: “I’m the king of the world” (“eu sou o rei do mundo”). Confesso que comecei a planejar como faria para que minha igreja fosse a vitoriosa e vi que era mais fácil do que imaginei. Basta que ela tenha a pontualidade dos Maranatas, com os cultos de apenas 50 minutos (dois tempos de 25).

Teríamos uma equipe missionária como a dos Batistas, com um sermão arminiano ardoroso na hora do apelo. Adotaríamos a doutrina dos Presbiterianos, dando um jeitinho de adicionar o “fogo” do Espírito Santo dos pentecostais, mas com a administração eclesiástica dos Metodistas, o sucesso financeiro da Universal, as maravilhas, curas e milagres da Mundial, a comunhão das comunidades, tudo isso alinhavado com a música dos Adventistas. Oh, Glória! Essa Copa vai ser fácil!

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