Caso Linhares volta a causar indignação no Espírito Santo

Presa desde junho por homicídio qualificado, a mãe das crianças mortas na tragédia em Linhares foi solta hoje (08). Foto: Redação Comunhão

Após ser presa por omissão, Juliana Salles, a mãe dos meninos mortos no incêndio de Linhares, foi solta na manhã quinta-feira (08), motivando um protesto que prejudicou o trânsito da capital Vitória/ES.

Familiares e amigos do menino Kauã, de 6 anos, foram às ruas para protestar contra a soltura de Juliana Salles, mãe das crianças mortas na tragédia de Linhares (ES) por Geogerval Alves, de 36 anos.

A manifestação foi organizada pelo pai de Kauã, o comerciante Rainy Nutkosvky. Juliana foi liberada da penitenciária às 3 horas desta quinta-feira (08), após um alvará de soltura expedido nessa quarta-feira (07).

Por volta das 7h40 a manifestação começou quando aproximadamente 15 pessoas fecharam a Avenida Getúlio Vargas, no Centro, em frente ao Palácio Anchieta, e caminharam pela Avenida Jerônimo Monteiro, uma das principais vias da capital capixaba.

Só uma faixa da avenida estava liberada. Foto: Redação Comunhão

Ao ser questionado pelo motivo do protesto, o pai do menino foi enfático. “O juiz disse que ela se uniu a ele (Georgeval) para matar as crianças e ele mesmo solta? Não existe justiça no Brasil, não!”, disse.

Por volta das 9h o trânsito foi liberado, mas alguns manifestantes permaneceram no local.

RELEMBRE O CASO

Os meninos Kauã e Joaquim Alves Salles, de 3 anos, morreram carbonizados na madrugada do dia 21 de abril, em Linhares, localizado ao Sul do Espírito Santo. Georgeval Alves, que se apresentava como pastor, estava sozinho em casa com as crianças.

No dia 28 de abril ele foi preso, mas as declarações contraditórias levaram a Polícia Civil a desconfiar da fidelidade das palavras do réu.

Geogerval disse que não conseguiu salvar as crianças por conta do fogo intenso. Posteriormente, investigadores da PC chegaram a conclusão de que o acusado matou as crianças após ter cometido duplo estupro.

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