“Chamado de Deus é para amar”

Foto: Lana Chaves

A declaração é da cantora Arianne, que vem ganhando destaque no cenário gospel do Brasil. 

Aos 29 anos, ela se destaca na música cristã contemporânea. A cantora carioca, Arianne começou cedo na música. Os primeiros passos foram ao lado de Fernanda Brum. Ela fez participação em uma das músicas da cantora no Álbum profetizando as nações. Desse dia em diante não parou mais.

Em fevereiro resolveu lançar um projeto diferente na música. Resgatou os clássicos da música cristã congregacional com a participação de cantores de nome no país. “Como cantavam nossos pais” já é um sucesso. Em entrevista à Comunhão Arianne contou como foi seu início na música, careira e projetos futuros. Confira!

Você começou a cantar ainda na infância e começou a fazer carreira na adolescência e com incentivo dos pais. O que te fez seguir a música como atividade profissional?

Eu sempre soube que queria cantar, apesar da timidez, eu não me via fazendo outra coisa. Depois dos 16 anos, as portas começaram a se abrir e naturalmente fui seguindo o caminho que eu tinha sonhado. Muita gente cooperou para que tudo acontecesse, mas em especial, a Fernanda foi essencial para os primeiros passos.

O seu início musical foi com a Fernanda Brum, inclusive fazendo backing vocal. Acha que a participação da cantora no seu crescimento musical foi importante? O que ela representa para você?

Foi extremamente importante, ela era a minha referência ministerial, e também de carreira. Aprendi muito com ela e a considero praticamente uma mãe.

Você enxerga a música como um chamado de Deus na sua vida para levar a mensagem da cruz para outras pessoas? Por que?

Chamado de Deus é para amar, isso serve ao cantor, pedreiro ou advogado. Eu acredito que a música é um dom dado por Deus, e também enxergo diferentes dons em outras profissões. A vida é um chamado à diferença, acredito que revelamos Deus muito mais em nosso dia-a-dia do que propriamente falando dele para pessoas nos eventos gospel. Todo cristão que ama a Deus, naturalmente o revelará nas pequenas ações do cotidiano, a responsabilidade é de todos nós.

Com esse tempo já cantando e ministrando sobretudo para a juventude, o que mais te impactou?

Na verdade não consigo me lembrar de um episódio específico, mas me sinto realizada e com um peso de responsabilidade por ser referência de alguma forma para a juventude. Cada vez que leio ou escuto algo como: A sua palavra hoje mudou a minha vida, ouvindo sua música eu voltei pra Cristo… eu fico impactada.

Em toda sua carreira você já lançou três álbuns, qual o que mais marcou sua vida, o que te impactou? Por que?

Então, na verdade eu lancei 4 álbuns. Mas eu não consigo dizer qual me marcou mais, cada um foi marcante no seu tempo. Quando olho para trás vejo o quanto cada um falou comigo, como eu precisava cantar as coisas que gravei. Fui ministrada por eles em cada época. Por Me Amar, Tempo de Voltar, A Música Da Minha Vida e Outono. Todos foram de extrema importância na minha vida.

Você acaba de lançar um projeto inovador, que é o Releituras, “como cantavam nossos pais”, que une alguns cantores já consagrados no meio gospel, como Priscilla Alcântara.  Conte um pouco sobre esse projeto. Foi algo que nasceu do coração?

Esse projeto é muito especial para mim, e tive um grande cuidado e carinho com ele. Eu sempre amei as músicas antigas, as memórias que vêm com elas… Cresci num ambiente rodeado por essas músicas, meus pais ouviam muitos desses discos e eu costumava desbravar suas coleções para ouvir o que não conhecia. Cantavam no louvor, solavam, minha tia tinha um culto toda a segunda-feira na sua casa no juramento RJ, onde muitas dessas músicas eram tocadas. Então o respeito que tenho por elas é gigante. Não queria que essas músicas fossem esquecidas com o tempo e o trabalho que tantos homens e mulheres tiveram ficasse no passado. Tive também um cuidado para não modernizá-las demais, mas manter a simplicidade e valorizar as letras tão ricas.

Qual o seu parecer sobre a música tocada nas igrejas hoje, em comparação à época que você quer recordar?

No que tange a música congregacional, sem dúvida as letras eram mais cristocêntricas. Não acredito que tudo o que se tem feito na cena gospel hoje em dia seja ruim, vejo uma turma prezando pela qualidade e bom gosto. O que constato com facilidade é uma deterioração do que se pensa no meio evangélico, vemos no que se prega nos cultos, muita coisa rasa e “superespiritual” que reflete também no que se canta. Produzimos muito conteúdo ininteligível, abstrato, com temas desconhecidos por grande parte da sociedade. Sendo assim, a música cristã se torna música de gueto, sem conexão com a cultura vigente. Eu acredito que poderíamos ser mais relevantes na nossa sociedade também através da música.

Qual o seu maior sonho?

Entender e cumprir o meu propósito. Não viver de qualquer jeito, mas estar atenta ao que Deus quer e ao que eu devo fazer.

O que o público pode esperar de Arianne para a música gospel de agora em diante? O que vem por aí?
Tenho alguns projetos que ainda precisam sair do papel,  quero lançar algo novo. Mas daqui a uns dois anos pretendo fazer mais um “Como Cantavam Nossos Pais”. Mas o que o público pode esperar de mim é que eu farei tudo com muito carinho, prezando pela qualidade e a verdade.


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