Jair Bolsonaro (PSL) é o presidente eleito do Brasil

Jair Bolsonaro no momento da votação ao lado da esposa, Michele Bolsonaro (Tânia Rego/Agência Brasil)

Conheça, ainda, os novos governadores eleitores que também venceram a disputa no segundo turno

O Brasil tem um novo presidente da República eleito: o candidato Jair Bolsonaro (PSL). O militar obteve 55,16% dos votos (57.751.280), ganhando em 15 estados e no Distrito Federal. O oponente, o candidato do PT, Fernando Haddad, liderou em 11 estados, e recebeu um total de 44,80% (46.937.025).

Por ordem alfabética, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo. Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins.

O primeiro pronunciamento do presidente eleito foi feito por meio do canal do político na rede social Facebook. Assista. (Reprodução)

O anúncio da vitória nas eleições presidenciais foi comemorado com muita festa em frente à casa de Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Eleitores gritaram, se abraçaram e pularam muito, no meio de fogos de artifício, ao coro de “mito, mito”, como é chamado pelos seus seguidores o candidato à presidência da República pelo PSL.

O Hino Nacional foi entoado pela multidão, que também cantava “Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Os dois sentidos da Avenida Lúcio Costa, na beira da praia, foram fechados ao trânsito de veículos, pelo excesso de pessoas, a grande maioria vestida em amarelo, cor que simbolizou a campanha desde o início.

Comemoração em frente à casa de Jair Bolsonaro (PSL), na orla da Barra da Tujuca. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A frente do condomínio foi reforçada com grades de ferro e um efetivo da Polícia Militar, além dos seguranças privados e agentes da Polícia Federal.

Ao longo da tarde, muitas pessoas foram chegando à casa de Bolsonaro. Entre eles, o economista Paulo Guedes, cotado como ministro, e o ator Alexandre Frota. O filho de Bolsonaro, Eduardo, chegou logo após o final das eleições. O outro filho do candidato, Flavio, já estava na casa desde cedo.

A poucos metros da casa de Bolsonaro, no Hotel Windsor, base de muitos articuladores e apoiadores do candidato nos últimos dias, o clima era de festa, pouco antes da divulgação dos primeiros resultados. Quando foi anunciado a boca de urna para a Presidência, apontado 56% contra 44% para o candidato do PSL, os gritos e aplausos se assemelhavam ao final de uma partida de futebol.

Governadores eleitos no 2º Turno

Amapá
Waldez Góes (PDT)
Atual governador do Amapá, teve 33,55% dos votos válidos no primeiro turno. Ex-deputado estadual, já foi governador do Amapá por duas vezes. Em 2010, logo depois de deixar o cargo para concorrer ao Senado, foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar recursos públicos. No ano passado, foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, que entendeu não haver provas suficientes contra ele. Natural de Gurupá, tem 57 anos.

Amazonas
Wilson Lima (PSC)
No primeiro turno, o candidato do PSC surpreendeu e ficou à frente do atual governador Amazonino Mendes (PDT) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Teve 33,73% dos votos. Lima é jornalista e apresentador de televisão. Até junho deste ano, comandava o programa popular Alô Amazonas, na TV A Crítica de Manaus. Era filiado ao PR, mas deixou o partido quando este se aliou ao MDB do senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia.

Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Candidato à reeleição, Azambuja teve 44,61% dos votos no primeiro turno. Começou sua carreira política como prefeito de Maracaju, por dois mandatos consecutivos. Antes de chegar ao governo do estado, nas eleições de 2014, elegeu-se deputado estadual e federal. O governador foi citado na delação do empresário Wesley Batista, da JBS. Ele teria recebido R$ 45,6 milhões em propina, denúncia que está sob investigação no Superior Tribunal de Justiça.

Minas Gerais
Romeu Zema (Novo)
Na primeira eleição que disputa, o empresário mineiro conquistou 42,73% dos votos no primeiro turno. Foi filiado ao PR de dezembro de 1999 a janeiro de 2018, quando aderiu ao partido Novo, para concorrer a governador de Minas Gerais. Por quase 30 anos, o candidato foi presidente do Grupo Zema, criado por sua família e que atua nas áreas de venda de automóveis e autopeças, postos de gasolina, moda, eletrodomésticos, eletrônicos, consórcio e finanças.

Pará
Helder Barbalho (MDB)
O candidato ficou com 47,69% dos votos no primeiro turno. Filho do senador Jader Barbalho e da deputada Elcione, Helder foi ministro dos Portos e da Integração Nacional. Foi vereador e prefeito de Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém. Helder foi citado nas delações da Odebrecht: teria recebido irregularmente R$ 1,5 milhão da empreiteira para a campanha de 2014, quando concorreu a governador do Pará pela primeira vez.

Rio de Janeiro
Wilson Witzel (PSC)
Teve 41,28% dos votos no primeiro turno. Juiz federal durante 17 anos, Witzel disputa sua primeira eleição. No início do ano, após pedir exoneração da Justiça Federal, filiou-se ao PSC para concorrer a governador do Rio de Janeiro. Como juiz atuou em varas cíveis e criminais, no Rio de Janeiro e em Vitória. Natural de Jundiaí (SP), Witzel formou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense. É professor de Direito Penal Econômico há 20 anos.

Rio Grande do Norte
Fátima Bezerra (PT)
Única mulher na disputa, a petista teve 46,17% dos votos no primeiro turno. Senadora com mandato até 2023, Fátima Bezerra foi eleita duas vezes deputada estadual e três vezes deputada federal. Natural da Paraíba, é pedagoga, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Construiu sua carreira nas redes públicas de educação de Natal e do Rio Grande do Norte. Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres.

Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSDB)
O candidato tucano teve 35,90% dos votos no primeiro turno. Com um discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu o mandato de vereador. Nas eleições municipais de 2016, decidiu não concorrer à reeleição e lançou a candidatura de sua vice. Ao concluir o mandato de prefeito, foi para o exterior estudar, mas voltou ao país para assumir a presidência estadual do PSDB, quando passou a percorrer o estado e fazer reuniões.

Rondônia
Coronel Marcos Rocha (PSL)
Segundo colocado na disputa para o governo do estado, ficou com 23,99% dos votos no primeiro turno. Coronel reformado da Polícia Militar, disputa sua primeira eleição, filiado ao partido do presidenciável Jair Bolsonaro. Foi secretário estadual de Justiça, no governo de Confúcio Moura, e enfrentou a resistência de agentes socioeducativos, porque não estava fornecendo água para os trabalhadores. Também foi secretário municipal de Educação de Porto Velho.

Roraima
Antônio Denarium (PSL)
O candidato ficou com 42,27% dos votos no primeiro turno. Empresário do agronegócio, estreou nas eleições de 2010, como primeiro suplente na chapa da ex-senadora Marluce Pinto, que perdeu a disputa. Denarium é natural de Anápolis (GO), mas se mudou para Boa Vista como diretor do extinto Banco Bamerindus, e criou a Denarium Fomento Mercantil. Atualmente atua no setor imobiliário e no agronegócio, com criação de gado e plantação de soja e milho.

Santa Catarina
Comandante Moisés (PSL)
O candidato do PSL ficou com 29,72% dos votos no primeiro turno. Filiado ao PSL desde o início do ano, Comandante Moisés disputa sua primeira eleição. É coronel da reserva com mais de 30 anos de atuação no Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, em Florianópolis, Criciúma e Tubarão. Foi comandante de organizações dos bombeiros e ouvidor-adjunto da corporação, além de coordenador da Defesa Civil no estado. Mestre em Direito pela Universidade do Sul, foi professor de direito administrativo e constitucional.

São Paulo
João Doria (PSDB)
O candidato tucano ficou com 31,77% dos votos no primeiro turno. Filiado ao PSDB desde 2001, o empresário João Doria ficou conhecido por produzir e apresentar os programas Sucesso e Business em canais de TV, além de organizar eventos e palestras. Entrou na vida pública a convite do tucano Mario Covas (morto em 2001), do qual foi secretário de Turismo. No governo do ex-presidente José Sarney, Doria foi presidente da Embratur. Em 2016, foi eleito prefeito de São Paulo, mas renunciou ao mandato para concorrer a governador.

Sergipe
Belivaldo Chagas (PSD)
O candidato à reeleição teve 40,84% dos votos no primeiro turno. Chagas assumiu o governo de Sergipe no início deste ano, quando Jackson Barreto renunciou ao cargo para concorrer a senador. Advogado, é filiado ao PSD, mas já passou pelo MDB e pelo PSB. Na condição de vice-governador, assumiu a Casa Civil de Sergipe. Tem como companheira de chapa a viúva do governador Marcelo Déda (morto em 2013) Eliane Aquino (PT), vice-prefeita de Aracaju.

Governadores eleitos no 1º Turno

Acre
Gladson Cameli (PP)

Alagoas
Renan Filho (MDB)

Bahia
Rui Costa (PT)

Ceará
Camilo Santana (PT)

Espírito Santo
Renato Casagrande (PSB)

Goiás
Ronaldo Caiado (DEM)

Mato Grosso
Mauro Mendes (DEM)

Paraíba
João Azevêdo (PSB)

Pernambuco
Paulo Câmara (PSB)

Maranhão
Flávio Dino (PCdoB)

Piauí
Wellington Dias (PT)

Paraná
Ratinho Júnior (PSD)

Tocantins
Mauro Carlesse (PHS)

*Da redação com informações da Agência Brasil e Tribunal Superior Eleitoral

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