Assédio, sacrifício pelo sonho

Foto: Divulgação

Não há dúvidas de que qualquer tipo de “assédio” é imoral e inaceitável.

Entretanto, durante décadas, para participar de algumas profissões, como ator, cantor, dançarina, etc, boa parte, ou a grande maioria dessas pessoas, sabia que o caminho para ser “estrela” sempre passou pela cama do diretor.

Há vários filmes inclusive que mostram essa realidade. Hollywood nunca escondeu ou camuflou essa verdade, por mais cruel que fosse. Muitas excelentes atrizes perderam seus papéis para outras medíocres simplesmente porque não cederam ao assédio de quem escolheria os atores. Assusta o fato de centenas de meninas, por causa da ambição de uma medalha olímpica, se calarem durante décadas, contra os atos do monstro Larry Nassar.

A pergunta que gostaria de fazer não é sobre quantas mulheres ou meninas foram abusadas através desse sistema de “troca”, por mais absurdo e inaceitável que seja, mas sobre quantas mulheres (atrizes) e meninas que, ao se deparar com esses monstros, disseram “não!”.

Fico indignado quando vejo hoje famosas e milionárias atrizes e grandes medalhistas olímpicas indo a público denunciar serem vítimas e que, por isso são consideradas heroínas pela mídia, enquanto as verdadeiras paladinas, aquelas que abriram mão de seus sonhos, para não perder sua dignidade, são esquecidas e nem sequer mencionadas.

Será que vale qualquer sacrifício pelo sonho?


Pr. José Ernesto Conti

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