Ideologia de Gênero

O que há por trás deste movimento mundial de reorientação da sexualidade e do núcleo familiar? Um dos objetivos é a Educação Infantil em Gênero Neutro: educar crianças sem papéis previamente estabelecidos.

Importante considerar que, o que motiva a ideologia de gênero não é ruim. Os equívocos aparecem em suas aplicações. E o que a motiva?

O fim da violência contra a mulher e do preconceito com indivíduos que apresentem desconformidade ao padrão masculino e feminino tradicionais. Ora, quem deveria estar promovendo ações de combate contra estas duas fatalidades é a igreja cristã.

É absurdo que, num país cujo percentual de crescimento dos evangélicos nos últimos 10 anos atingiu 61,5% segundo o censo IBGE de 2010, ainda apresente números alarmantes de feminicídio e preconceito contra homossexuais.

Infelizmente, quando a igreja não salga nem tampouco ilumina alguém irá fazê-lo. A questão será como.

A ideologia de gênero parte do princípio que, para reduzir estes números no mundo, TODA forma de discriminação deve ser erradicada, isto se dará com o fim do patriarcalismo e por meio do esvaziamento do masculino, (responsável em tese pelas opressões), e da promoção de um mundo andrógeno, com sexualidade fluída, sem tabus, rótulos ou expectativas de papéis sexuais.

E a melhor maneira de introduzir o assunto não é com adultos, mas com crianças cuja identidade está em desenvolvimento, por meio das escolas.

As bases deste constructo não são novas e remontam os ideais iluministas da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade entre todos! No art. 4. da Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão consta que “a liberdade consiste em fazer TUDO que não prejudique o próximo.

No decorrer da história, movimentos vieram consolidar este ideal humanitário de liberdade TOTAL, entre eles:
  1. o feminismo, especialmente através de Simone de Beauvoir em 1949 e Judith Butler na atualidade.
  2. os ideais marxistas da Revolução Russa em 1917 que objetivavam o extermínio da família e da propriedade privada.
  3. a revolução sexual nas décadas de 60 e 70 e o incremento do mercado pornográfico.
  4. o refinamento das técnicas abortistas, anticoncepcionais e reprodutivas que contribuíram para discussões sobre o direito ao próprio corpo.
  5. a 4ª. Conferência Mundial sobre as Mulheres em Pequim, cuja meta foi alcançar a igualdade de gênero e o fim da discriminação contra mulheres em todo o mundo.

Parte-se do princípio que o masculino e o feminino são criações culturais e os papéis e relações de poder entre machos e fêmeas não são de ordem natural e podem ser ensinados de modo diverso através da educação em gênero neutro.

Como o movimento dos homossexuais se aliançou às causas feministas, questões como o fim da heteronormatividade, da homofobia, da família monogâmica e a luta pela aceitação de outros modelos de família entraram em pauta.

Fenômenos como a despatologização do sexo e a visibilidade de outras identidades de gênero ganham força levando muitos a concluírem que não existe esperança.

Pelo bem das gerações atuais e futuras urge que as igrejas cristãs despertem utilizando-se das redes sociais, manifestações populares, uso do sistema jurídico e apoio aos políticos cristãos compromissados contra esta ideologia, sem olvidar que também devemos responsivamente combater o que a motiva: o feminicídio e o preconceito aos homossexuais.

Quanto as famílias, precisam diariamente disponibilizar tempo e energia para investir afeto nos relacionamentos e orientação, o que funcionará como proteção contra este terrível laço diabólico, afinal, família também é lugar de prevenção!


Débora Fonseca é graduada em Direito e Psicologia, membro da Igreja Presbiteriana em Jardim Camburi e coordenadora do Ministério Luz na Noite

Compartilhe