Anayle e Michael Sullivan, talento a serviço do Reino de Deus

O pernambucano Michael Sullivan mudou-se para o Rio de Janeiro aos 16 anos. Autoditada, superou as dificuldades da vida, aprendeu a tocar violão sozinho e teve a oportunidade de compor canções para nomes como Gal Costa, Tim Maia, Roupa Nova, Xuxa e Ivete Sangalo, entre tantos outros.

Há 20 anos converteu-se, passou a dedicar sua vida Jesus e hoje possui 250 canções no segmento gospel com a esposa, Anayle, com quem é casado há 17 anos e tem dois filhos (10 e 5 anos). Sullivan tem um outro filho, de um relacionamento anterior, que é pastor da Igreja Cristã Maranata (ICM).

O músico esteve no Espírito Santo com Anayle para participar de um retiro espiritual em Domingos Martins. O casal visitou a redação da revista Comunhão em Vitória, contou como se conheceu e o processo de conversão dos dois.

Anayle teve influência em sua conversão?
SULLIVAN: Aceitei Jesus em 1996 e a conheci no final de 2000. Fui batizado em 1998 pelo Marcelo Crivella e passei a ser membro da Maranata. Anayle tinha umas amigas que a levavam para a igreja, então ela já lia a Bíblia, já estava voltada para o Evangelho. Eu a chamei pra igreja, e a decisão dela de aceitar a Cristo foi bem rápida.

Mesmo quando seu trabalho era apenas secular, Jesus já estava preparando-o para ser um servo?
SULLIVAN: Tenho certeza que sim, porque sempre pedia pra Jesus, mesmo sem entendê-lO totalmente. Todo mundo tem Jesus dentro de si, somos criação de Deus, o livre-arbítrio é que te faz entrar por caminhos que o afastam dEle. A única coisa que me arrependo na vida é não ter entendido Jesus antes. Eu O tinha dentro de mim, tanto que no período em que morei na rua, nunca mexi com coisa errada. Saí de Recife com 16 anos, cheguei ao Rio de Janeiro sem dinheiro e fui mendigo por quase seis meses. Nunca me droguei e ninguém nunca me fez mal. Ao contrário, encontrei pessoas que me ajudaram, me botaram pra dentro de suas casas. O Espírito Santo já estava cuidando de mim. Não estudei música, aprendi sozinho a tocar violão, guitarra… Escuto um arranjo, do maior maestro do mundo, e faço. É tudo intuição que vem do Espírito Santo. Se alguém tiver dúvida da existência de Deus, é só ver a minha história que acaba com essa dúvida. Como posso ter feito mais de duas mil músicas, gravado umas 1.800 canções, fora as músicas regravadas por grandes nomes internacionais que rodaram por quase 100 países, nos cinco continentes deste mundo? Deus me levou aos quatro cantos deste mundo, por isso eu tenho a certeza de que Ele estava me preparando pra hoje levar o nome dEle. Só tem essa explicação.

Como vocês se conheceram e se tornaram esse casal com ministério?
SULLIVAN: Nós nos demos bem desde o início. Viramos melhores amigos, nos ligávamos o tempo todo e não nos separamos mais. Os pais de Anayle fizeram a proposta de produzir um disco secular pra ela. Arrumei a gravadora, providenciei tudo. Grandes nomes, como Lenine, compuseram pro projeto. Ela tem formação lírica, e o disco tinha a doçura da MPB com uma pegada forte do rock. Ficou lindo, foi comentário geral. Levei à gravadora, gostaram e deixaram duas músicas preparadas para trilha de novela. Quando estávamos para lançar o disco, ela desistiu, disse que se, fosse cantar um dia, seria pra Jesus. Então começamos a namorar, vimos que não podíamos mais ficar sem o outro, oramos por um ano e meio pedindo confirmação a Deus e casamos.

Quem pediu quem em casamento?
SULLIVAN: Eu que pedi, com uma certa preocupação, porque a nossa idade é um pouco diferente.
ANAYLE: Mas quando é da vontade de Deus nem existe muito essa questão do pedido, porque a ação dEle é tão constante que fica natural. Colocamos Deus no centro e deu tudo certo.

Após a conversão, como ficou sua relação com a música?
ANAYLE: Eu fiz aquele disco secular e logo me converti. Fiquei 10 anos esperando Deus colocar isso no meu coração. Durante esse tempo eu fiz algumas participações com o Sullivan, em músicas sobre amor, que não ferem a doutrina.

O que vocês pensam da música secular?
ANAYLE: Na música gospel, a gente sabe que é preciso conhecer a procedência da música, da composição, do autor… O Senhor separou o Sullivan desde o ventre e nunca deixou que ele enveredasse por músicas contra os valores da família, que agredissem a nossa doutrina.
SULLIVAN: O importante é saber administrar o Evangelho. Quando faço shows, se for evangélico, haverá 50 mil evangélicos. Mas, se a prefeitura me contrata, dentre as 50 mil haverá pessoas de todas as religiões e, também, as que não acreditam em Deus. Essa história toda que Ele escreveu pra mim foi me preparando para essas pessoas que não entrariam numa igreja, mas gostam de mim e acabam ouvindo de Jesus no meu show. Canto minhas músicas e no meio do show eu peço silêncio e costumo dizer: “Eu quero passar um recado importante pra vocês, do Dono da festa, do Criador. Que deu Seu filho amado para morrer por nós e está vivo. Estamos aqui por causa dEle. Você sabe o que vai acontecer com você daqui a um minuto? Não. Mas Ele sabe. Você sabe o porquê de você estar aqui? Não, mas Ele sabe. Então vamos cantar e agradecer a Ele por estarmos aqui.
Eu chamo a Anayle e cantamos louvor, aquilo vira uma igreja, muitas pessoas sentem a presença de Deus e se convertem. Eu preciso da igreja, mas a igreja não precisa de mim. A nossa adoração é com o nosso estilo de vida. Quando estou no palco, estou como igreja. Me emociono diante de 50 mil pessoas. No réveillon, na praia, ministrei para umas 300 mil pessoas. Ver aquilo se tornar uma igreja é lindo.

Após a conversão, artistas seculares continuam a procurar você?
SULLIVAN: Com certeza. Eles me respeitam e me procuram muito. Sei de mais de 50 profissionais que trabalharam comigo que se converteram por conta da minha conversão, dentre compositores, músicos e cantores. É lindo isso!

Quais são os próximos projetos?
SULLIVAN: Em primeira mão: vamos lançar um ministério de louvor, ainda em fase de contrato, não posso nem falar muito. Serão quatro nomes novos no mercado e um já está muito bem no meio evangélico. Esse trabalho vai se desdobrar muito ainda.
ANAYLE: Tem um novo CD, com 14 faixas autorais, ainda sem previsão de lançamento. A próxima novidade será a live session, inspirada no formato de cinema. Tudo o que tem dentro de mim, eu coloquei nessa live, ainda falta o nome, mas tem ministração, adoração, música e poesias. Eles gostaram tanto do projeto da live que querem produzir um DVD.


Ouça a música Socorro

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