Cartas para detentos no Maranhão

Foto: Reprodução

As cartas foram escritas por alunos do Colégio Adventista. O projeto “Cartas de Esperança” une Língua Portuguesa e o campo espiritual, induzindo os alunos a um aprendizado consistente.

Numa época em que o meio de comunicação mais utilizado é a internet, o projeto “Cartas de Esperança”, desenvolvido pela Equipe de Apoio à Capelania do Colégio Adventista de Bacabal (MA) veio para mostrar que essa prática ainda é válida.

Os alunos escreveram as cartas. Elas foram encaminhadas para detentos de um presídio da cidade. “Nesse mundo digital, eu nunca tinha escrito uma carta! Também nunca tinha escrito uma carta para alguém que eu não conheço, principalmente para alguém que está preso. Foi uma boa experiência”, disse Giovana Costa, uma das alunas.

As cartas foram feitas em sala de aula. E acompanhadas pela professora de língua portuguesa, Daniela Lemos. Os alunos desenvolveram a escrita e ao mesmo tempo, o lado espiritual.

Detentos que receberam as cartas. Foto: Notícias Adventistas

“No campo da Língua Portuguesa, eles vão trabalhar justamente a escrita e conhecer o gênero textual de carta.

No campo espiritual, os alunos estarão levando esperança para os presidiários, falando do amor de Cristo, da volta de Jesus e do perdão que Ele tem para dar para todas as pessoas, quando há o arrependimento”, explicou a professora.

Os detentos gostaram da carta. “Para mim foi importante receber essa carta. Estou praticamente há dois anos preso e nunca recebi uma carta na minha vida. Às vezes a gente precisa de uma palavra amiga, de alguém. Todo mundo tem sentimento”, declarou o detento Jhon Wilami Carvalho.

Ministério com os encarcerados

Para o assistente social Roberto Abade, essa assistência traz impactos aos encarcerados. “O sentimento de rejeição e indiferença que esses indivíduos recebem tanto por parte da sociedade como do Estado dificulta sua reinserção na sociedade. Ações como essa possibilitam uma nova perspectiva de vida, no sentido de eles entenderem que mesmo com seus erros, é possível ver o amor verdadeiro expresso através desses gestos”, ressalta.

Segundo a Rede Justiça Criminal, o número de detentos no Brasil triplicou no período de 2000 a 2014. No entanto, há indícios de que os presídios que recebem assistência de igrejas evangélicas diminuem os índices de rebelião. A unidade prisional de Bacabal é um desses exemplos.

Desde 2013, a Caravana da Esperança, grupo composto por 30 voluntários adventistas, visita semanalmente o presídio. Ao longo dos anos, as ações se intensificaram e mudanças positivas foram sendo percebidas, até que o grupo recebeu o aval da unidade prisional para a construção de um templo adventista dentro do presídio.

A congregação foi inaugurada em setembro de 2016 e os cultos acontecem aos domingos, no período da tarde. Desde o início do projeto evangelístico, aproximadamente 100 pessoas já foram batizadas.

*Com informações de Notícias Adventistas


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