A questão Palestina e Israel

Quando judeus e palestinos jogam bombas uns nos outros (e isso acontece com certa regularidade), costumo ouvir perguntas assim: “Se Israel é o povo de Deus por que lá não tem paz?” ou “Quando haverá paz entre judeus e palestinos?” ou “Por que Deus não faz com os palestinos o mesmo que fez tantas vezes com os inimigos de Israel?”

A maioria dos pastores, por sabedoria, evita qualquer opinião sobre o assunto, que não é simples. Eles supõem que em nada influencia a igreja local. Logo, sugerimos aos “curiosos” a esquecer esse assunto.

Mas para aqueles que teimam em saber um pouco mais, podemos explicar alguns pontos interessantes. Primeiro, precisamos saber quem são os palestinos.

A idéia mais aceita é que os palestinos são os antigos filisteus. Há diversas evidências que nos ajudam a aceitar essa idéia.

a) A mais forte é o local onde estão, Gaza. Desde quando o povo de Israel chegou à Terra Prometida, os filisteus já habitavam aquela área, ou seja, já estão ali há mais de 4.500 anos.

b) A segunda é o fato de que os palestinos não são nem árabes nem judeus.

Essa questão é mais complexa, mas precisa ser entendida. A pergunta é: O Estado Judeu que temos hoje na Palestina é o “Israel de Jeová?” Creio que não. Vejamos:

  • Toda aquela área estava sob domínio dos turcos. Entretanto, a Turquia se alinhou à Alemanha na 2ª Guerra Mundial e, na derrota destes para os aliados, teve que ceder toda aquela região.
  • A partir de 1946, a Liga das Nações estabeleceu normas para a divisão territorial. Definia que a divisão fosse feita com base na população de cada povo, inclusive judeus e palestinos. A norma foi aprovada e os governos inglês e francês se responsabilizaram por implementá-la.
  • Naquele momento, os judeus da Europa perceberam que só havia naquela área algo em torno de 60.000 judeus, 2.000.000 de árabes/persas e 650.000 palestinos. Logo, com base na norma, Israel teria um território muito menor do que aquele que Moisés e Josué conquistaram, mas todos os povos teriam suas terras.
  • “Influenciados” pelos ricos judeus europeus, os ingleses dividiram aquele território e deixaram para Israel todo o território da Palestina, sendo que os palestinos ficaram sem qualquer área.
  • Com a chegada de milhares de judeus, vindos de todo o mundo, começou a faltar terra para todos. E os palestinos começaram a ser expulsos de suas cidades e propriedades. Obviamente isso começa a causar problemas. Daí para a 1ª “intifada” (sacudida) foi um pulo (ou uma pedra).
  • O mais importante nesta história é que a criação deste Estado Judeu foi mais uma “armação” do que uma restauração. Para os judeus ortodoxos, Israel ainda não foi restaurado, isso ocorrerá no momento em que Jeová agir de forma visível. Isso não impede de que vivam na terra e tentem expulsar os palestinos. Acreditam que a terra é deles por direito eterno.
    Logo, se o Israel que está ali desde 1948 não é o Israel que Deus restaurou (e não é), então aqueles que entendem assim precisam reavaliar sua interpretação.
  • A interpretação profética relativa à consumação dos tempos que tem essa base precisa ser revista.

Concluindo:
– O “ódio mortal” entre palestinos e judeus é algo que foi produzido muito mais pelos inimigos de Israel do que um sentimento latente nos palestinos.

– Hoje, esse ódio é amparado mais na religião do que na razão (de ambos lados).

– Um contingente de não mais de 20.000 palestinos em uma população de mais de 1.500.000 é quem luta contra Israel. Na verdade, eles lutam e matam os próprios palestinos que ousam enfrentá-los.

– Que o Estado Judeu age indiscriminadamente quando usa armas proibidas ou bombas de alto grau de destruição, todos sabemos. O que não queremos saber é se, hoje, matar palestino seria uma ordem de Deus?

– Não há solução para essa guerra. Ela não é entre dois povos e sim entre um povo (judeu) e um grupo armado e financiado com o propósito de destruir os judeus.

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