A Ciência não muito Inteligente

Até pouco tempo atrás, acreditava-se piamente que, com o avanço da ciência e as maravilhas da tecnologia, o homem poderia viver, na pior das hipóteses, uns 300 ou 400 anos. Na verdade, confesso que estava eufórico, pois provavelmente, depois de muitos milênios, seria a primeira geração a ultrapassar a barreira dos 200 anos. Mas – que droga! – a ciência mais uma vez cortou o meu barato e avisa que não vou passar dos 115.

Acho que deveria levar mais a sério quando a Bíblia diz que os homens não passariam de 120 anos (Gênesis 6: 3). Não é à toa que desconfiamos da ciência, que sempre chega atrasada quando o assunto é descobrir coisas importantes. Por exemplo, ela levou muito tempo para concluir que a Terra era redonda – Isaías sabia disso 600 anos a.C. (Is 40: 22); que o nosso planeta é que girava em torno do Sol; que entre o mar e a terra sempre vai existir a areia (Jeremias 5: 22), ou seja, sempre terá um limite entre essas duas porções (Salmos 104: 9); que as montanhas e as ilhas crescem no meio do mar (Salmos 104: 8)…

Estou começando a achar que a ciência (quando comparada à Bíblia) não está com essa bola toda.

Eu quero morrer
O arcebispo sul-africano Desmond Tutu, em um artigo publicado recentemente no jornal “Washington Post”, declarou: “Pessoas que estão morrendo devem ter o direito de escolher quando e como vão morrer”. Como se trata da fala de uma autoridade religiosa, eu até poderia questioná-la sobre o que a Bíblia diz; ou será que o líder religioso não deveria crer na soberania de Deus? Afinal, Tiago nos avisa que, se tivermos alguém doente, o correto é chamarmos os presbíteros e fazermos oração para ungi-lo com óleo.

Muitas vezes a dor nos impede de pensarmos sensatamente e até nos tira a esperança, permitindo falar coisas sem nexo. Foi o que aconteceu com Jó quando amaldiçoou o seu dia do nascimento.

Se Desmond Tutu conhece a Bíblia e o que a Igreja Anglicana diz, a eutanásia não deveria estar entre as opções de morte. Mas já aprendi a esperar qualquer coisa desse senhor. Antes, ele já havia afirmado que se recusava em “ir para o céu dos homofóbicos”. E completou: “Não vou louvar um Deus que é homofóbico, e isso mostra como esse assunto é importante para mim”.

No início de 2016, o sacerdote abençoou o casamento de sua filha, Mpho, com a companheira dela, apesar de as regras de sua Igreja na África do Sul dizerem que “o matrimônio sagrado vem da união exclusiva entre um homem e uma mulher”. Nos anos 90, já havia provocado polêmica ao apoiar medidas que tornavam o aborto mais acessível no país. Alguém disse que com o passar dos anos, ficamos mais conservadores, mas parece que esse arcebispo, mesmo próximo da sua morte, continua irritado com Deus.

Dia de Proclamação!
Todo evangélico sabe que 31 de outubro é para nós uma data muito especial. Foi nesse dia que Lutero, depois de muita luta com sua consciência, afixa na porta da seu pequeno templo no interior da Alemanha as 95 razões pelas quais não poderia continuar apoiando a Igreja Católica. Quinhentos anos se passaram, e o Vaticano ainda não refutou os motivos do líder da Reforma Protestante. Na verdade, acredito que nem se importa com aquelas causas, pois fazer isso seria o maior sinal de fraqueza humana.

Talvez por causa disso, em 12 de janeiro de 2016, nossa ex-presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que estabelece 31 de outubro como o Dia Nacional da Proclamação do Evangelho, com ampla divulgação da Palavra, “sem qualquer discriminação de credo dentre igrejas cristãs”.

O problema é que em 13 de setembro deste ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também assinou a Lei 16309/16, que estabelece 31 de outubro como o Dia dos Wiccanianos, dos Cultuadores do Sagrado Feminino e dos Pagãos e Praticantes de Artes Mágicas.

Será que 31 de outubro é assim uma ocasião tão singular para que Lutero, protestantes, wiccanianos, pagãos (mistura complicada) façam desta uma data tão especial? Pelo menos Dilma permitiu que pregássemos o Evangelho sem qualquer discriminação.

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