Governo estuda fazer enquete sobre o fim do horário de verão

Os picos de consumo são registrados atualmente entre o fim da manhã e início da tarde, por causa do calor. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro

Estudos mostraram que o horário de verão não proporciona mais economia de energia como antigamente devido à mudança de hábitos do consumidor.

O horário de verão pode acabar este ano. Uma enquete nas redes sociais pode ser a maneira de o Governo Federal verificar a opinião da população. Porém, a decisão final será da Presidência da República.

Estudos mostraram que o horário de verão não proporciona economia de energia. Por isso, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores. A enquete é uma forma de minimizar a polêmica com simpatizantes e detratores do horário de verão.

Segundo informações do Estadão, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou dar um posicionamento prévio. O presidente Michel Temer é quem vai bater o martelo sobre a questão. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

Desde junho, o MME já havia constatado que adotar esse horário não promove mais a economia de energia como antes. Isso se deve às mudanças nos hábitos do consumidor e ao avanço da tecnologia. Autoridades do setor elétrico atribuíram a manutenção nos últimos anos a “questões culturais”.

Os estudos dão conta de que não é mais a incidência de sol que influencia os hábitos, mas a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança. Os picos de consumo são registrados atualmente entre o fim da manhã e início da tarde, por causa do calor.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h. No passado, o horário de maior consumo de energia era registrado entre 17h e 20h.

Em 2016, o horário de verão durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema. O custo é considerado irrelevante para o setor. A primeira vez que o País o adotou foi em 1931. Desde 1985, ele foi aplicado todos os anos.