Maio 2015 Edição 213

Nesta era da máxima exposição midiática, vemos todo dia, ao vivo, em cores e em tempo real, a face impressionante do mal agindo entre nós. Os casos se sucedem: violência, indiferença, corrupção, perda dos valores morais e éticos. A este momento crítico e doloroso de nossa história, o povo reage protestando nas ruas ou batendo panelas em suas casas, expressando seu descontentamento.

Em todos esses movimentos, como também nas redes sociais, cristãos estiveram presentes: gritaram palavras de ordem, exibiram cartazes e postaram mensagens no Facebook, no Twitter e no Instagram.

Mas e agora? Passados o calor das passeatas e o ânimo das publicações na internet, o que nós, como Igreja, estamos fazendo para cumprir a missão deixada por
Deus para mudar o mundo? O que nós e nossas lideranças faremos para influenciar a sociedade e direcioná-la para o bom caminho? Ao longo da história, homens como José, Daniel, Neemias, ou, mais recentemente, Martinho Lutero, Calvino e Luther King, entre outros, foram capazes de provocar profundas mudanças, influenciando suas gerações com atitudes, indo muito além do plano religioso. Com engajamento, protagonizaram movimentos históricos. Com suas vivências e seus exemplos, foram usados por Deus para transformar um incontável número de vidas.

Infelizmente, nossa postura atual enquanto Corpo de Cristo tem sido muito mais reativa do que ativa. Continuamos nos conformando com a frequência ao culto semanal, com entrega do dízimo e, quem sabe, com algum apoio a missões, enquanto compartilhamos de um mundo doente. Precisamos partir, e rápido, para uma ação mais efetiva, pois a doença se alastra e se agrava a cada dia. E nós sabemos bem quais são a causa e a cura para essas chagas.

Neste momento, a Igreja precisa adotar e fomentar uma postura mais ativa,
para que ela seja, realmente, influenciadora: sal da terra e luz do mundo. Não podemos nos resignar a ser um terço da população capixaba e com isso fazer pouca ou quase nenhuma diferença. É fundamental agir,  e a ação começa com a palavra e se completa com o exemplo. Precisamos tocar nessas feridas; nossos líderes devem usar o púlpito para pregar um modelo planejado e bíblico de ação, não de reação pura ‒ e, muitas vezes, ferina. Temos que ser exemplos de ética, civismo, cidadania, e usar com inteligência nossa grande arma: o voto.

Nós, evangélicos, lemos mais; somos, em geral, mais bem informados do que a média da população. Então, temos que fazer diferença com nossa voz e nosso voto.
O que temos feito sobre tudo isso?
Boa reflexão e boa leitura!

Mário Fernando Souza
Editor Executivo