14 de junho: Hoje é dia do Pastor

Pastor é mais do que um dom, é uma vocação. Quando um servo é chamado, há uma certeza maior que lhe mantem focado no desafio dessa vocação. É uma jornada repleta de responsabilidades com os fiéis, com a Palavra de Deus.

 

Cultos semanais, estudos bíblicos, evangelizações, nascimentos, desentendimentos familiares, aflições espirituais, cultos fúnebres. Muitas são as atividades desenvolvidas diariamente por nossos pastores e pastoras. E todos nós sabemos, principalmente quem já esteve em um posto de liderança, o quanto é difícil lidar com pessoas, anseios, inseguranças, medos, interpretações e mesmo com as conquistas positivas que podem mudar nossa rotina. O ministério pastoral exige o conhecimento de cada uma das ovelhas, o cuidado com a união e a integridade do rebanho. 

Mas não podemos esquecer que pastor também tem problemas tanto materiais quanto espirituais. Por isso, tão importante quanto cuidarem do rebanho é o rebanho sustentá-los. Líder nacional do Ministério de Apoio para Pastores e Igrejas (Mapi), Gedimar de Araújo, destaca que pastor também é uma pessoa que passa por momentos de dificuldades, tanto quanto cada um de nós, com o agravante da responsabilidade de manter o rebanho seguro e unido. Por isso, é preciso que seja visto e respeitado também como ovelha. “Pastor é gente como a gente, o único problema é que ele não pode se mostrar frágil para o rebanho, pois tem medo de perder o respeito ou de ser trocado por outro”, destacou. 

O pastor João Marins reiterou a colocação de Gedimar quanto à exacerbada cobrança de que pastores e pastoras sejam de “ferro, super heróis” que não precisam de ajuda, acompanhamento: “Justamente esse estigma que precisa acabar” e citou 1 Coríntios 6:15 – Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? – para reafirmar a condição de igualdade dos homens perante Deus. “A cabeça da igreja é o Senhor. E Depois Dele, todos nós somos membros, apesar das funções diferentes”, afirmou.

Marins destacou que, como todo ser humano, há momento de dúvidas e inseguranças. “Diante das responsabilidades da rotina, muitas vezes até por força do ministério, nos deparamos com situações que não sabemos como lidar. E nessas horas, mesmo que a pessoa que te ouve não tenha a resposta, só a força acalentadora do saber ouvir e da oração é capaz de nos reerguer. Às vezes, apenas no desabafo, a pessoa consegue enxergar alternativas e soluções que não havia percebido antes”, alerta. 

Antes de encerrar a entrevista, o pastor João fez mais um alerta sobre a importância de zelar não apenas pelos pastores, mas também por suas esposas. “Muitas vezes o pastor é muito blindado e suas esposas acabam por ouvir constantes desabafos de angústias e mesmo reclamações dos membros da igreja. Dependendo da intensidade e constância que isso aconteça, pode gerar consequências como a depressão”. 

O pastor José Conti, destaca que nenhum profeta se preocupou tanto com os pastores e o pastoreio do que Jeremias. Por 14 vezes o Profeta refere-se aos pastores, e em todas as circunstâncias ele (falando em nome de Deus) foi duro e direto. Logo no início de seu ministério profético, quando o povo foi chamado a se arrepender e se converter, a promessa de Deus foi “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência” (Jr 3:15), logo, segundo Conti, podemos entender que ter pastores é um presente de Deus. É exatamente isso que Jeremias confirma quando diz que “Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR” (Jr 23:4).

Por esta razão Deus adverte aos pastores, seus escolhidos que “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! – diz o SENHOR” (Jr 23:1). Na verdade ser pastor é uma grande responsabilidade, ou seja, não podemos deixar o rebanho de Deus de qualquer jeito ou trata-los de qualquer jeito, pois “assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR” (Jr 23:2). Na verdade os pastores relapsos e descompromissados com o ministério que Deus confiou precisam urgentemente reavaliar seu ministério pois diz Jeremias “Não haverá refúgio para os pastores, nem salvamento para os donos dos rebanhos” (Jr 25:35).

“Mas as ovelhas não precisam se preocupar, pois aquele que prometeu enviar pastores, garante “Ainda neste lugar, que está deserto, sem homens e sem animais, e em todas as suas cidades, haverá morada de pastores que façam repousar aos seus rebanhos” (Jr 33:12). Por isso neste dia tão especial, que nos leva a repensar a vocação de ser pastor do rebanho de Deus que não sejamos pastores “que se apascentam a si mesmos”, voltados para os ganhos nesta vida, sem que estejam preocupados em ser fiel ao Senhor da seara”, alerta 

Para Conti, ser pastor é um “privilégio, é ser designado para realizar a obra em nome de Deus. É ter o privilégio de cuidar das ovelhas do Pai. Por isso Paulo informa que são merecedores de dobrados honorários. Mas a nossa maior recompensa será ouvir do Pai “foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei. Parabéns Pastores!”. 

Nesse domingo especial, quando se comemora o Dia do Pastor, que o Espírito de Deus continue abençoando imensamente esses homens e mulheres “chamados pleo Senhor” e que reforce nosso discernimento de jamais nos esquecermos de orar pela vida e ministério de nossos pastores.

 “Ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”–  Efésios 4:11

 

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